terça-feira, 12 de agosto de 2014
Grandes Marcas: Chandon

Os
espumantes (como são chamados os champanhes fora da França) CHANDON
refletem fielmente a filosofia de elaboração, baseada há mais de 260
anos em aprimorar a produção de uvas e estimular a dedicação, paixão e
criatividade de enólogos da Maison Moët & Chandon. Convidados
indispensáveis em festas e celebrações, os espumantes CHANDON criam uma
maravilhosa experiência com a chancela de uma das marcas mais
tradicionais no mundo quando o assunto é vinho cheio de borbulhas.
A história
Tudo
começou em meados da década de 1950 quando a Maison Moët & Chandon,
tradicional produtora de champanhes desde 1743, aventou a possibilidade
de instalar, pela primeira vez em sua história, adegas e vinhedos fora
da França. Renaud Poirier, o então experiente enólogo da empresa,
percorreu diferentes partes da América do Sul em busca de solo e
condições climáticas ideais para a produção de vinhos espumantes. O
local escolhido foi a Argentina. Finalmente em 1959 foi determinado que o
local mais adequado para este projeto seria a província de Mendoza, na
cidade de Agrelo, encravada no meio da Cordilheira dos Andes. Uma das
razões para a escolha foi o clima seco e ensolarado, além das terras de
boa qualidade, ideal para essa cultura. Era o surgimento da BODEGAS CHANDON,
que desde o início teve total assessoria dos técnicos da Moët &
Chandon, na França. No ano seguinte a empresa, que já iniciou suas
atividades com produção superior a 100.000 garrafas por ano, lançou o
espumante M. CHANDON no mercado argentino, que logo depois adotaria
apenas o nome CHANDON.
Em
1973, a Maison Moët & Chandon decidiu apostar no potencial
vitivinícola brasileiro e instalar a segunda unidade da CHANDON na
pequena cidade de Garibaldi, no Rio Grande do Sul. Afinal, a cidade da
Serra Gaúcha tem um microclima temperado e de noites frescas, o que
possibilita a lenta maturação e desenvolvimento de bons níveis de açúcar
e de acidez da uva. Estas são características que, mais tarde, darão
origem à fineza aromática e ao frescor do espumante. A empresa plantou
vinhedos e construiu uma funcional vinícola, cujo objetivo era produzir
vinhos espumantes naturais com a mesma filosofia da renomeada marca
francesa: cultivar uvas com a máxima qualidade possível e incentivar de
forma constante o aprimoramento técnico de seus enólogos. Os primeiros
espumantes foram lançados no mercado brasileiro em 1978. A qualidade dos
espumantes foi logo reconhecida, o que provocou uma revolução positiva
na região da Serra Gaúcha, pois os espumantes CHANDON se tornaram
referência para as demais vinícolas brasileiras interessadas em elaborar
o vinho das borbulhas.
Foi
ainda em 1978 que a CHANDON lançou dois vinhos maduros, um branco e um
tinto, que por muitos anos conseguiram manter o sabor e a qualidade
inalterados graças ao processo de assemblage (definido como sendo a
mescla dos diferentes vinhos utilizados na produção do vinho-base).
Porém, os anos subsequentes provaram que todo o vinho que a CHANDON
produzia saía melhor se fosse elaborado para dar origem aos espumantes.
Então, há mais de uma década, em 1998, os vinhos brancos e tintos não
foram mais elaborados, e a CHANDON passou a ser a maior produtora de
espumantes do mercado brasileiro. Foi também em 1998 que a marca lançou a
reserva especial, EXCELLENCE CUVÉE PRESTIGE (considerado o
melhor espumante natural das Américas, é elaborado com a combinação das
uvas Chardonnay e Pinot Noir, selecionadas exclusivamente nas melhores
quadras dos vinhedos, transformando-se no mais sofisticado dos vinhos) e
o inovador CHANDON PASSION (suave e delicado, traz toda a
expressão aromática de frutos tropicais das uvas Malvasia de Cândia e
Moscato Canelli que, associadas à Pinot Noir, conferem à este sensual
espumante sutis tons rosados).
Há
poucos anos atrás, a empresa francesa resolveu investir pesado para
transformar a CHANDON em uma marca de luxo no mercado brasileiro.
Apresentou uma nova identidade visual, lançou campanhas publicitárias
emocionais, elevou o preço dos produtos em 15%, escolheu pontos de venda
mais selecionados (como por exemplo, Duty Free dos aeroportos) e bancou
muitas festas regadas aos seus excepcionais espumantes. Lançou também,
em 2004, uma série numerada de 1.973 garrafas da versão Excellence do
espumante com preço três vezes maior do que o normal, sendo a número 1
entregue para o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Além disso, em 2007, ao consolidar a CHANDON como a grife do espumante no Brasil, introduziu no mercado o CHANDON BRUT ROSÉ
(reluzente e sedutoramente cor-de-rosa, traz requintados aromas com
toques de morango e cereja assim como um envolvente paladar fino e
aveludado com muito equilíbrio entre as uvas Pinot Noir, Chardonnay e
Riesling Itálico). Ainda faz parte do portfólio da marca o CHANDON RÉSERVE BRUT
(resultado da harmonização das melhores uvas Chardonnay, Pinot Noir e
Riesling Itálico, cujo resultado revela uma grande sutileza aromática
lembrando frutas cítricas, maçã verde e frutas secas em um paladar
perfeitamente equilibrado), CHANDON RICHE DEMI-SEC (levemente
suave, harmoniza o frescor do Riesling Itálico com os aromas frutados do
Chardonnay e cresce em complexidade e maciez com a típica estrutura do
Pinot Noir), CHANDON EXCELLENCE ROSÉ (caracteriza-se por sua cor
amarelo-dourada com reflexos verdes, espuma abundante e persistente com
formação de um amplo colar no contorno da taça. As borbulhas são ativas,
muito finas e numerosas) e CHANDON BABY DISCO (acompanha a
agilidade e mobilidade dos novos tempos, em formato pronto para beber,
dispensa formalidades e vai ao encontro do ritmo de seus consumidores.
Foi lançada em 2010). Os espumantes CHANDON são oferecidos em várias
tamanhos: Baby (187 ml), introduzida em 2000; Meia Garrafa (375 ml);
Garrafa (750 ml); Magnum (1,5 litros) e Jeroboam (3 litros).
Foi
também em 1973 que a CHANDON instalou sua terceira unidade. O local
escolhido foi a bela região californiana de Napa Valley, localizada a
cerca de 90 minutos de carro de San Francisco, e famosa por seus aromas e
vinhos. A marca se tornou a primeira vinícola francesa a produzir
espumantes nesta região da Califórnia. Em 1986 foi a vez das terras
australianas serem escolhidas para abrigar a quarta unidade da CHANDON
para produção de vinhos e espumantes. A região foi Yarra Valley, próxima
a cidade de Melbourne. Há pouco tempo a CHANDON americana iniciou o
lançamento de uma edição especial de verão de seus espumantes. Começou
em 2012, com a edição batizada de American-Style, cuja garrafa
era coberta por um rótulo termoencolhível branco, com listras azuis e
vermelhas. Já a subsidiária argentina lançou mais recentemente um
espumante para ser apreciado no verão: CHANDON DÉLICE, que pode
ser degustado puro, apenas com gelo ou com gelo e folhas de manjericão,
deixando-o mais fresco. Esse espumante é fabricado com cortes das uvas
Chardonnay, Pinot Noir, Petit Manseng e Semillon colhido tardiamente.
A semana Chandon
A marca, especialmente no Brasil, sempre investiu muito em marketing. E um dos resultados deste investimento é chamado CHANDON WEEK,
um projeto que viaja cidades de norte a sul do Brasil divulgando as
variedades de espumantes da marca por uma semana. Entre maio e novembro,
nos restaurantes que participam do projeto, os consumidores têm uma
excelente oportunidade para conhecer as características de cada
espumante, acompanhando uma refeição ou mesmo em um happy hour. O
projeto oferece uma experiência completa aos diferentes sabores e aromas
de CHANDON.
A identidade visual
Na
Argentina e no Brasil a identidade visual da marca pode ser aplicada de
duas formas diferente. Enquanto a primeira é mais utilizada no mercado
brasileiro, a segunda é utilizada na Argentina.
Já nos Estados Unidos e Austrália, apesar de manter a “estrela”, a tipografia de letra utilizada é mais encorpada.
Os slogans
A vida borbulha com Chandon.
Life Needs Bubbles.
Dados corporativos
● Origem: França
● Lançamento: 1959
● Criador: Maison Moët & Chandon
● Sede mundial: Épernay, França
● Proprietário da marca: LVMH Moët Hennessy • Louis Vuitton S.A.
● Capital aberto: Não
● CEO & Presidente: Jean-Guillaume Prats
● Faturamento: Não divulgado
● Lucro: Não divulgado
● Presença global: 30 países
● Presença no Brasil: Sim
● Funcionários: 800
● Segmento: Bebidas alcoólicas
● Principais produtos: Espumantes e vinhos
● Ícones: A garrafa Baby
● Slogan: A vida borbulha com Chandon.
● Website: www.chandon.com.br
A marca no mundo
Hoje
em dia a CHANDON, que pertence a Moët & Chandon, que por sua vez
faz parte do conglomerado de luxo LVMH Moët Hennessy • Louis Vuitton,
produz seus espumantes em quatro regiões, todas conhecidas pelos seus
terroirs excepcionais: Argentina (Mendoza), Brasil (Garibaldi), Estados
Unidos (Napa Valley) e Austrália (Yarra Valley). Seus espumantes são
comercializados em mais de 30 países ao redor do mundo. Todos os anos a
CHANDON vende, somente no Brasil, mais de 3.5 milhões de garrafas de
seus espumantes. Já na Argentina e Uruguai a CHANDON detém mais de 50%
de participação de mercado. A CHANDON de Mendoza abastece o mercado
argentino e também exporta sua produção para outros países. Já a CHANDON
do Brasil, abastece somente o mercado nacional. Os espumantes
produzidos na Argentina não são enviados para o Brasil para não
concorrer com a fábrica daqui e vice-versa. Na Austrália e nos Estados
Unidos a CHANDON produz, além de espumantes, vinhos de excepcional
qualidade.
Você sabia?
●
A Casa Chandon, localizada na cidade de Garibaldi, tem um moderno
centro de visitas, onde é possível conhecer sua linha de produtos e
desfrutar de uma vista privilegiada de seus vinhedos. Em seguida, os
visitantes são convidados pelos enólogos da adega a descobrir a arte de
elaborar espumantes naturais de excelência e, participando de
degustações orientadas, a despertar e a compartilhar a paixão pelas
borbulhas.
●
Você sabe a diferença entre champanhe e espumante? O primeiro é uma
denominação de origem imposta pela União Europeia, ou seja, só os vinhos
produzidos na região de Champagne (na França) podem ter esse nome. Isso
acontece também com os vinhos Asti (Itália) e os Cava (Espanha). Já
espumante é o nome genérico da bebida.
As fontes:
as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa
(em várias línguas), revistas (BusinessWeek, Isto é Dinheiro, Época
Negócios e Prazeres da Mesa), jornais (Valor Econômico e Meio Mensagem),
sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Mundo
Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas).
Publicado originalmente em: Mundo das Marcas
Postado por
Rogério Rocha
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Por que esquecemos o nome de pessoas assim que as conhecemos?
por Luciana Galastri
Você já deve ter passado pela seguinte
situação: acabam de te apresentar a uma pessoa. Literalmente, há apenas
alguns segundos você ouviu o nome dela. E já esqueceu como ela se chama.
Aí rola aquele momento constrangedor de encontrar formas genéricas de
chamá-la (cara, moça, 'véio', senhor/a - insira aqui o seu substituto
preferido) enquanto espera que outra pessoa a chame pelo nome. Ou,
horror dos horrores, perguntar a ela "desculpe, qual é seu nome mesmo?"
Mas por que isso ocorre? O The Atlantic listou algumas razões:
Se você está conversando com um grupo de estranhos, é mais provável que esteja prestando mais atenção na maneira com que você se comporta do que com a atitude (e os nomes) deles. De acordo com o io9,
seu cérebro se esforça tanto para superar as barreiras da vergonha ao
pensar na melhor forma de se apresentar que não registra praticamente
nada do que os outros fazem.
Uma falha na memória
Provavelmente você sabe que há dois tipos de lembrança que seu cérebro
pode armazenar: as de longo prazo e as de curto prazo. As de curto
prazo, que armazenam fatos recentes, não possuem uma capacidade muito
grande. Se você não se concentra totalmente nas lembranças, ela se
dissipa rápido, para dar lugar aos fatos que seu cérebro realmente
considera importantes. Por isso você não se lembra de cada detalhe
mínimo do seu dia quando vai dormir. Para que você lembre do nome de
alguém, seu cérebro precisa considerar a informação importante o
suficiente para que ela seja "classificada" como uma memória de longo
prazo.
Nomes são "meio inúteis"
O que seu nome diz sobre você? A não ser que você acredite que é
definido pelo significado literal da palavra (já leu aquelas listas de
sugestões de nomes para bebês e seus significados?) ou acredite em
numerologia, o nome é apenas uma forma de chamá-lo. Essa palavra não diz
muita coisa sobre uma pessoa que você acaba de conhecer - e, por isso, é
mais provável que o cérebro se atente a outros detalhes sobre o
indivíduo. Aparência, voz, cheiro e até a roupa podem causar impressões
mais duradouras do que o nome.
Existe uma forma garantida de evitar que você esqueça o nome de alguém? Não. Mas o pessoal do The Atlantic
dá uma dica que pode diminuir seu constrangimento. Imediatamente após a
pessoa ter se apresentado, peça que ela repita o nome. Diga que você
não ouviu direito da primeira vez ou algo assim. As chances de que você o
esqueça serão menores, assim como o seu constrangimento. A não ser, é
claro, que você esqueça o nome de novo e precise perguntar pela terceira
vez como o seu mais novo conhecido se chama.
Fonte: Revista Galileu
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Rogério Rocha
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Pesquisador brasileiro ganha prêmio equivalente a 'Nobel' de matemática
Vanessa Fajardo
Do G1, em São Paulo
Artur Ávila ganhou prêmio Medalha Fields
(Foto: Divulgação/IMU)
(Foto: Divulgação/IMU)
O matemático Artur Ávila Cordeiro de Melo, de 35 anos, recebeu nesta
terça-feira (12) a Medalha Fields, um prêmio equivalente ao "Nobel" de
matemática. O prêmio é dado para a União Internacional de Matemáticos
(IMU) a quatro pesquisadores do mundo. Os outros três ganhadores são
Manjul Bhargava, da Universidade de Princeton (EUA); Martin Hairer, da
Universidade de Warwick (UK) e Maryam Mirzakhani, da Universidade de
Stanford (EUA). O prêmio foi anunciado em um evento na Coreia do Sul.
No argumento, os diretores da IMU destacaram o trabalho de Ávila por
suas "profundas contribuições na teoria dos sistemas dinâmicos
unidimensional".
Ávila começou sua carreira com as olimpíadas de matemática ainda na
infância. Hoje, divide as funções de diretor de pesquisa em dois
importantes institutos: o Centre National de la Recherche Scientifique
(CNRS), em Paris, e o Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada
(Impa), no Rio de Janeiro. Vive seis meses em cada uma delas.
Ávila é convidado para palestrar e participar de seminários de matemática no mundo todo.
“Gosto de falar de matemática mas com foco na parte mais criativa.
Matemática não é árida, tem acesso a muitos recursos. O problema é que
na escola o aluno só tem contato com a parte árida, com as regras, as
fórmula aqui e ali. Isso o computador tá ali e faz. O matemático faz as
coisas que o computador não faz, como a parte criativa que não é
repetitiva.” "Na escola o aluno só tem contato com a parte árida da matemática, com
as regras, as fórmula aqui e ali. Isso o computador tá ali e faz. O
matemático faz as coisas que o computador não faz, como a parte criativa
que não é repetitiva"
Aluno aplicado, sempre gostou de estudar, mas tinha interesse em
“aprender coisas além da escola.” Os pais, que moram no Rio de Janeiro,
não são ligados ao meio acadêmico, mas sempre tiveram interesse em
satisfazer o interesse do menino sobre matemática, comprando livros.
A estreia nas olimpíadas foi ainda no ensino fundamental, na extinta 7ª
série, hoje 8º ano. Ávila foi para três competições internacionais e
conquistou medalha de ouro em todas. “Sempre gostei de matemática, mas
em olimpíada era diferente. Um professor passou na sala e chamou os
alunos para participarem do evento. Fui e gostei logo de cara.”
Ávila fez graduação na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e
cursou o mestrado e o doutorado em matemática concomitantemente, no
Impa. Terminou em 2001, quando foi para França fazer pós-doutorado.
Optou por não dar aulas, e hoje está mais focado na área de pesquisa de
sistemas dinâmicos.
“É uma profissão que dá muita liberdade de exercer a criatividade, pois
é possível escolher o que problema que se vai trabalhar. Não existe
hierarquia formal e todo mundo está no mesmo plano, a princípio. No meu
caso, as olimpíadas tiveram papel muito importante, foi essencial,
aconteceu num momento apropriado e não poderia ter funcionado melhor.
Sou muito agradecido por ter tido essa oportunidade.”
- Bronze na OBM em 1992;
- Ouro na OBM em 1993, 1994 e 1995;
- Prata na Cone-sul em 1994;
- Ouro na Ibero-americana, Cone Sul e Internacional em 1995,
- Prêmio Salem em 2006;
- Prêmio da Sociedade Matemática Europeia em 2008;
- Grand Prix Jacques Herbrand da Academia de Ciências da França, em 2009;
- Prêmio Michael Brin, em 2011;
- Medalha Fields, em 2014.
Fonte: Portal G1
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terça-feira, 5 de agosto de 2014
quarta-feira, 30 de julho de 2014
terça-feira, 29 de julho de 2014
The Second Coming (by William Butler Yeats)
William Butler Yeats (1865-1939)
THE SECOND COMING
Turning and turning in the widening gyre
The falcon cannot hear the falconer;
Things fall apart; the centre cannot hold;
Mere anarchy is loosed upon the world,
The blood-dimmed tide is loosed, and everywhere
The ceremony of innocence is drowned;
The best lack all conviction, while the worst
Are full of passionate intensity.
Surely some revelation is at hand;
Surely the Second Coming is at hand.
The Second Coming! Hardly are those words out
When a vast image out of Spiritus Mundi
Troubles my sight: a waste of desert sand;
A shape with lion body and the head of a man,
A gaze blank and pitiless as the sun,
Is moving its slow thighs, while all about it
Wind shadows of the indignant desert birds.
The darkness drops again but now I know
That twenty centuries of stony sleep
Were vexed to nightmare by a rocking cradle,
And what rough beast, its hour come round at last,
Slouches towards Bethlehem to be born?
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Rogério Rocha
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segunda-feira, 28 de julho de 2014
DECISÕES DO STF - ADI 3483 MA
| Processo: | ADI 3483 MA |
| Relator(a): | Min. DIAS TOFFOLI |
| Julgamento: | 03/04/2014 |
| Órgão Julgador: | Tribunal Pleno |
| Publicação: | ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-091 DIVULG 13-05-2014 PUBLIC 14-05-2014 |
| Parte(s): | PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA GOVERNADORA DO ESTADO DO MARANHÃO ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO MARANHÃO |
Ementa
EMENTA
Ação direta de inconstitucionalidade. Lei nº 7.716/2001 do Estado do
Maranhão. Fixação de nova hipótese de prioridade, em qualquer instância,
de tramitação processual para as causas em que for parte mulher vítima
de violência doméstica. Vício formal. Procedência da ação.
1.
A definição de regras sobre a tramitação das demandas judiciais e sua
priorização, na medida em que reflete parte importante da prestação da
atividade jurisdicional pelo Estado, é aspecto abrangido pelo ramo
processual do Direito, cuja positivação foi atribuída pela Constituição Federal privativamente à União (Art. 22, I, CF/88).
2.
A lei em comento, conquanto tenha alta carga de relevância social,
indubitavelmente, ao pretender tratar da matéria, invadiu esfera
reservada da União para legislar sobre direito processual.
3.
A fixação do regime de tramitação de feitos e das correspondentes
prioridades é matéria eminentemente processual, de competência privativa
da União, que não se confunde com matéria procedimental em matéria
processual, essa, sim, de competência concorrente dos estados-membros.
4.
O Supremo Tribunal Federal, por diversas vezes, reafirmou a ocorrência
de vício formal de inconstitucionalidade de normas estaduais que
exorbitem de sua competência concorrente para legislar sobre
procedimento em matéria processual, adentrando aspectos típicos do
processo, como competência, prazos, recursos, provas, entre outros.
Precedentes.
5. Ação julgada procedente.
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lei 7716/2001,
Maranhão,
STF
Como a experiência da 1ª guerra mundial definiu obras de escritores
Por Maria Fernanda Rodrigues – O Estado de S. Paulo
Fonte: http://blogs.estadao.com.br/babel/a-primeira-guerra-mundial-os-escritores-que-lutaram-e-como-a-experiencia-no-front-definiu-suas-obras/
O americano Ernest Hemingway era um garoto
recém-saído do colégio quando, em 1918, foi dirigir ambulâncias para a
Cruz Vermelha no front italiano. Aos 19 anos, o alemão Ernst Jünger
estava no campo de batalha, matando e lutando para não morrer. J. R. R.
Tolkien, estudante de Oxford, juntou-se ao exército inglês. Guillaume
Apollinaire, poeta francês nascido na Itália, já era um artista
reconhecido no momento em que se feriu gravemente em combate.
Ao lado de C. S. Lewis, Bertolt Brecht, e.
e. cummings, Erich Maria Remarque, Rudyard Kipling, John dos Passos,
William Faulkner, Gertrude Stein, Agatha Christie e outros, estes
autores fizeram parte de uma geração marcada pela guerra. E a
experiência no conflito, em diferentes níveis e dos dois lados, acabaria
influenciando suas obras – seja como tema de livros ou como experiência
definidora dos artistas que eles se tornariam. Para eles, a escrita
foi, de certa forma, uma maneira de elaborar o trauma. “Escrever é uma
forma privilegiada de simbolizar, representar uma experiência que por
sua intensidade e violência transborda os limites do ser. É uma
tentativa de domá-la, integrá-la, retirar-lhe o poder desagregador e
desestruturante que carrega em si”, diz o psicanalista Sérgio Telles.
O caso de Tolkien é significativo. O autor de O Hobbit e de O Senhor dos Anéis
nunca escreveu uma linha sobre o conflito. Mas, para John Garth, um de
seus biógrafos, foi talvez o mais radical de todos os escritores
marcados pela guerra. “A experiência no front foi decisiva em sua
escolha pela escrita. Ela virou seu mundo de cabeça para baixo,
chacoalhou sua estrutura e despertou sua imaginação e seu interesse
pelos contos de fada – que tratam, geralmente, do indivíduo que entra em
contato com perigos estranhos e mortais. Escrever seu próprio conto de
fadas pode ter ajudado Tolkien a sobreviver quase ileso ao trauma da
guerra”, conta ao Estado o autor de Tolkien and the Great War: The Threshold of Middle-earth, inédito no País.
O escritor, porém, não entrou na guerra por
ideologia. Tinha 22 anos quando a Inglaterra se mobilizou e, ao
contrário de muitos colegas, ele preferiu continuar os estudos e não se
apresentou como voluntário naquele outono de 1914. Mas a cidade estava
ficando vazia e o câmpus, abandonado. Desconfortável com a situação, e
sem noção do que representaria e de quanto tempo duraria aquele
conflito, ele acabou se juntando ao Corpo de Treinamentos Para Oficiais
para se preparar para um possível alistamento. O então estudante de
língua e literatura inglesa aprendeu a atirar, e se surpreendeu ao
descobrir que gostou daquilo, conta Michael White, seu outro biógrafo,
em J. R. R. Tolkien – O Senhor da Fantasia. Ele aprendeu também
a ler mapas, conheceu os métodos de guerra e suas armas. Mas foi só em
1916 que o tenente Tolkien foi mandado ao front – e logo para a
sangrenta batalha de Somme, que já estava em andamento e que apenas no
primeiro dia mataria 19 mil soldados britânicos, entre os quais o amigo
Rob Gilson.
White relata
que Tolkien foi diversas vezes às trincheiras, matou, e voltou ileso de
todas elas. A morte de amigos, os corpos espalhados e o cheiro de sangue
o aproximavam da ideia de sua própria mortalidade, mas o que quase o
levou foi a febre da trincheira. Por causa dela, ele foi se tratar longe
dos campos de batalha. Tentou voltar à guerra, mas sempre tinha uma
recaída.
Autor de As Crônicas de Nárnia,
C.S. Lewis também não tratou diretamente do conflito em sua obra, mas
seu mundo ficcional, onde se luta contra a escuridão e o abismo,
certamente reflete a vivência nas trincheiras. Em seu livro sobre
Tolkien, White comenta que Lewis dedica três capítulos à desagradável
experiência na escola pública e apenas uma pequena parte de um capítulo à
sua participação na guerra, e o cita: “É muito distante do resto da
minha experiência (…) e frequentemente parece ter acontecido com outra
pessoa”. Mas ele esteve lá, se feriu, e na volta cumpriu a promessa
feita a um amigo: o combinado era que, caso um morresse, o outro
cuidaria da família do morto.
Motorista. A
experiência de Hemingway não foi tão radical, embora ele tenha se
ferido durante seu trabalho como motorista. Mas a guerra rendeu a ele
algumas histórias. Em 1926, lançou O Sol Também se Levanta, em que o
protagonista é um veterano de guerra. Em 1929, publicou Adeus às Armas,
este sim um romance situado durante o conflito e que narra a história de
amor entre um motorista de ambulância e uma enfermeira.
Hemingway e a enfermeira Agnes von Kurowsky
Relato impressionante da experiência no front está em Tempestade de Aço, diário de Ernst Jünger, que lutaria ainda na 2.ª Guerra – ele viveu até os 102 anos. Nada Novo no Front,
de Erich Maria Remarque, também retrata de forma vívida a experiência
de combate e aborda a inadequação do soldado ao voltar para casa e para o
convívio com civis. Já em As Aventuras do Bom Soldado Švejk, o
ex-combatente Jaroslav Hasek narra as peripécias de um checo que se
mete em muita confusão, optando pelo humor na hora de fazer contundente
denúncia do absurdo da guerra – o livro acaba de ser lançado no Brasil.
O poeta e. e. cummings teve uma passagem
traumática pelo conflito. Voluntário, acabou preso por engano, em campo
de concentração, sob alegação de espionagem – e trata disso no romance
autobiográfico A Cela Enorme, de 1922, e em alguns poemas. Louis-Ferdinand Céline se feriu no conflito e publicou, em 1932, Viagem ao Fim da Noite,
cujo protagonista também passa pela 1.ª Guerra. Rudyard Kipling,
diretor de propaganda para as colônias britânicas, voltou do conflito
com um caderno de poemas.
John dos Passos foi motorista do exército e,
em 1921, lançou o romance Três Soldados, sobre um vendedor, um jovem
camponês e um músico que respondem à pressão da guerra com rancor e
fúria assassina. Há quem diga que o americano William Faulkner não
chegou a ver de perto uma batalha, embora tenha se juntado à Força Aérea
Canadense. No entanto, a guerra foi tão marcante que, em 1926, ele
lançaria Paga de Soldado, sobre um veterano que, ao voltar para casa, é
repudiado por todos; a questão do desterrado pela guerra apareceria em
outras obras, como em Sartoris, na qual trata dos irmãos gêmeos John e
Bayard – os dois vão à guerra como aviadores: um deles morre e o outro
testemunha tudo e volta para casa atormentado.
Gertrude Stein comprou uma caminhonete e,
com a companheira Alice Toklas, distribuiu medicamentos para hospitais
militares na França. Bertolt Brecht estudava Medicina e passou um mês
trabalhando em hospital militar antes do fim da guerra. Agatha Christie
trabalhou como enfermeira da Cruz Vermelha e começou a escrever suas
histórias policiais nesse período. Scott Fitzgerald se alistou no
exército americano, mas o armistício chegou antes que ele completasse o
treinamento.
“A arte tem
papel essencial e não sobreviveríamos sem ela. O que elabora a vida e o
traumático não é o pensamento raciocinado ou conceitual, e sim o sonhar
e, como dizia o psicanalista Otto Rank, a arte é o sonho da humanidade.
Os romances e os diários são produto desse processo de sonhar e, ao
mesmo tempo, serão matéria-prima para quem os lê – de produzir um sonho
próprio de cada um que ajude a passagem nos trajetos da vida”, explica o
psicanalista Leopold Nosek.
Fonte: http://blogs.estadao.com.br/babel/a-primeira-guerra-mundial-os-escritores-que-lutaram-e-como-a-experiencia-no-front-definiu-suas-obras/
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sábado, 26 de julho de 2014
Momento poético: ¨Fragmentos" (por Rogério Rocha)
Por Rogério Rocha
Verso VI (Fragmentos)
Perene espanto! Espanto que me toma sempre.
Toda hora que desperto,
toda vez que olho o mundo (olhos abertos).
É milagre vivermos como hoje somos.
É milagre ter ao lado minúsculos objetos de alienação
ainda inertes à nossa conduta.
Repito o que dizes e digo sempre o novo na repetição.
Mas que novo? Que novo se recria no absurdo, no estorvo?
Abusamos das piadas, dos versos, dos repentes...
Talvez assim sejamos mais crentes.
Talvez assim saiamos do ventre da palavra
como serpentes esquálidas,
reluzindo a pele lisa e escamada.
Além do pecado original está o lume,
A voz clemente que abre aos ouvidos o verbo crescente,
o logos completo:
origem das coisas no ar, das frases que vagam,
das certezas que ficam, depois da queda, depois da chuva.
O sereno ainda impera!
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terça-feira, 22 de julho de 2014
História Antiga: A Civilização Persa
Por Alan Bernetto
O império
Apesar de nunca terem descurado o exercício de sua autoridade, os soberanos persas asseguraram uma larga margem de autodeterminação, em assuntos internos, aos povos conquistados, permitindo que falassem as próprias línguas, cultuassem os próprios deuses e desenvolvessem em paz suas atividades econômicas. A cunhagem de uma moeda única para todo o império, como foi dito, foi fator importante para impulsionar as atividades comerciais. Caravanas partiam da Babilônia, da Ásia Menor e da Média, ligando regiões distantes por meio de um ativo intercâmbio de mercadorias, facilitado pela inexistência de fronteiras e pela paz reinante.
Apesar de terem criado pouca coisa de original, os persas souberam
aproveitar a herança de conhecimento que lhes transmitiram os povos
conquistados. Na arquitetura, por exemplo, onde nos deixaram magníficas
construções, os palácios assentam sobre plataformas, como na
Mesopotâmia; os tetos são sustentados por colunas, como nas salas
hipóstilas egípcias; as paredes se apresentam ornadas por
baixos-relevos, como na Assíria; e por tijolos esmaltados, como em
Babilônia. A escrita persa utilizou os caracteres cuneiformes
mesopotâmicos. O grande rei Dario acolhia em sua corte sábios
babilônios, médicos gregos e artífices egípcios.
Dois aspectos caracterizaram a civilização persa: o religioso e
o político. Com efeito, o Zoroastrismo apresentava uma elevação moral e
espiritual pouco comum na Antiguidade. Quanto ao aspecto político, a
obra realizada pelos persas foi totalmente original, quer no que diz
respeito ao tratamento dispensado aos povos sob seu domínio, quer no que
tange à organização administrativa.
Coube-lhes o mérito de aproximar as nações conquistadas.
Fazendo desaparecer rivalidades e desconfianças, estimularam o
intercâmbio de produtos e de ideias. Com a unificação do sistema
monetário por meio do dárico (moeda mandada cunhar por Dario I), as
atividades comerciais foram grandemente incrementadas. A excelente rede
de estradas, algumas com mais de 2 mil quilômetros, facilitava as
comunicações oficiais e o trânsito das caravanas. A justiça e a
clemência dos reis persas foi fator preponderante nessa aproximação.
Se a civilização persa não nos deixou obras originais no campo
da arte, da cultura e da ciência, ou se seu legado, nesse terreno, foi
inferior ao dos egípcios e mesopotâmicos, podemos dizer que a ela se
deve a revelação de valores éticos de profundo significado humano. E
essa contribuição é inestimável.
Darius retratado no chamado vaso grego Darius em Nápoles, encontrado em 1851, em Canosa di Puglia |
||
| Cambises II era filho de Ciro, o Grande (r. 559-530 aC), fundador do Império Persa e sua primeira dinastia | Xerxes, filho de Salamida, foi um Shahanshah Persa (imperador) do Império Aquemênida | |
| Dárico (moeda cunhada por Dario) | Ciro, o Grande |
O império
A expansão persa se iniciou em 549 a.C. com a manobra política que
colocou Ciro no trono da Média. A união dos dois países iranianos
formava, por si só, uma poderosa potência. Mas a habilidade diplomática e
o talento militar dos soberanos aquemênidas transformariam a Pérsia no
centro do maior império até então constituído. Semitas, hititas, gregos e
egípcios foram, durante muitos anos, vassalos da aristocracia persa.
A base da organização política do Estado era a
satrapia (província), cujo governador se mantinha em permanente contato
com o rei, recebendo ordens e enviando relatórios sobre a situação
local. As comunicações eram rápidas e eficientes, graças às ótimas
estradas, que interligavam os principais pontos do império, e a um
perfeito serviço de correio a cavalo.
Zoroastro
Apesar de nunca terem descurado o exercício de sua autoridade, os soberanos persas asseguraram uma larga margem de autodeterminação, em assuntos internos, aos povos conquistados, permitindo que falassem as próprias línguas, cultuassem os próprios deuses e desenvolvessem em paz suas atividades econômicas. A cunhagem de uma moeda única para todo o império, como foi dito, foi fator importante para impulsionar as atividades comerciais. Caravanas partiam da Babilônia, da Ásia Menor e da Média, ligando regiões distantes por meio de um ativo intercâmbio de mercadorias, facilitado pela inexistência de fronteiras e pela paz reinante.
O rei, de tão vasto e poderoso império, era, como
todos os soberanos orientais que o haviam precedido, um rei absolutista.
Governava em nome de deus e vivia em meio à extrema pompa e aparato.
Quem quer que dele se aproximasse, devia fazê-lo ajoelhando- se. Mas a
nobreza desempenhava relevante papel nos negócios da Corte e muitas das
decisões reais levavam em conta a opinião dos membros da aristocracia.
A fase de maior vitalidade do Império Persa foi a de
sua formação e organização (549-485 a.C.) sob os governos de Ciro,
Cambises e Dario. Esse último lhe deu fronteiras definitivas e uma
estrutura altamente eficiente. A expansão persa foi freada pelo conflito
com os gregos, iniciado ao tempo de Dario (490 a.C.) e concluído com as
derrotas de Salamina (480 a.C.) impostas pelos helenos a seu filho e
sucessor: Xerxes.
A Pérsia renunciou a novas conquistas, permanecendo como maior potência asiática até a invasão macedônica em 331 a.C.
Até hoje o Império Aquemênida é
considerado o maior de todos os impérios da história, e uma das maiores
nações (Mapa do Império Aquemênida ca. 500 a.C.)
Fonte: Leituras da História
Fonte: Leituras da História
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domingo, 20 de julho de 2014
Momento poético: "Poeira e tempo" (por Rogério Rocha)
Poeira e tempo
Poeira e tempo, na junção dos elementos.
Na paisagem, o vento ao longe soprando
Os restos do dia e as dores da vida...
No penhasco, a solidão da queda veloz.
Na voz, o embargo da palavra apodrecida.
Um rio de corredeira se esvai sem pressa.
Mesmo assim, a chuva implora paciência
E impera silenciosa por sobre vales perdidos.
Poeira e tempo, na eclosão dos sentimentos.
Na paisagem, as nuvens, que somem tão mansas,
Acalentando as crianças que brincam ao relento.
São Luís, 11/02/2009.
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O lado bom das coisas ruins
Por Rodrigo Rigaud | Fonte: Revista Superinteressante
Que lições tirar de momentos ou emoções negativas? A Revista Superinteressante realizou pesquisa na qual listou pontos positivos que podem ser extraídos de momentos ruins e que acabam sendo motores para futuras vitórias. Confira abaixo a abordagem de cada tópico e conheça as virtudes existentes em meio às desventuras:
DEPRESSÃO
Do ponto de vista clínico, não há nada de bom na depressão. Ela aprisiona no sofrimento pessoas que, paralisadas, não conseguem tomar atitudes que melhorariam sua vida. Isolam-se socialmente e tendem a remoer um problema. Às vezes, até a morte. Mas não. Até ela tem seu lado positivo. Para começar a entender qual é esse lado, temos que responder a uma pergunta: por quê, afinal, a depressão existe? Uma hipótese é a de que, conforme a civilização se desenvolveu, o homem alterou seu ambiente numa velocidade maior do que sua capacidade de adaptar-se a ele. Evoluímos para viver em grupos de 50 a 70 membros seguindo o ciclo do Sol, com a preocupação de obter alimento e procriar. Agora as coisas mudaram um pouco: temos de nos preocupar com contas, imagem, carreira... E muitos planos acabam frustrados - talvez mais do que a cabeça foi feita para aguentar. Pior: temos hábitos sedentários e, graças à luz artificial, fazemos nosso corpo funcionar no tempo do relógio, e não no do Sol. Tudo isso explicaria por que a prevalência da depressão tem aumentado. "É o mesmo que ocorre com nosso sistema cardiovascular, que não evoluiu para dar conta de alimentos gordurosos e pouco exercício", afirma Paul Gilbert, da Universidade de Derby, no Reino Unido.
Mas não é só isso. Outra corrente defende que a depressão existe porque foi talhada pela seleção natural, ou seja: porque oferece vantagens a seus portadores. Segundo o médico Randolph Nesse, da Universidade de Michigan, ela teria a mesma função da dor: garantir nossa sobrevivência diante de um risco. Quando um tecido está prestes a ser lesionado durante alguma atividade física, nossos neurônios transmitem um estímulo que nos impede de seguir além de nossos limites. A depressão funciona da mesma forma - mas, em vez de impedir fisicamente que você assuma um risco, ela atua no ânimo. A euforia e a depressão serviriam para regular nossas ações na busca por um objetivo. Um dos primeiros cientistas a pensar isso como uma adaptação foi o psicólogo americano Eric Klinger. Num artigo de 1975, ele analisou como o humor melhora conforme o progresso na busca de um objetivo. Isso motiva a pessoa a continuar a se esforçar e assumir riscos cada vez maiores. Quando esses esforços começam a falhar, uma piora no ânimo a faz voltar atrás, preservar suas reservas e reconsiderar opções. Essa piora, essa depressão leve, abre espaço para a introspecção e o autoexame necessários para tomar decisões difíceis, como desistir de objetivos inalcançáveis e buscar novas metas. Foi justamente o que observaram pesquisadores da Univerdidade da Colúmbia Britânica, no Canadá. Por 19 meses, eles acompanharam 97 adolescentes, analisando sua capacidade de deixar de lado objetivos muito difíceis (ou inalcançáveis), como virar um músico famoso, e abraçar outras metas, como dar duro para entrar numa boa faculdade. Enquanto isso, os pesquisadores também observaram sintomas de depressão nos voluntários. Conclusão: as pessoas com sintomas de depressão leve conseguiam abrir mão com mais facilidade de objetivos irrealistas. Elas davam menos murro em ponta de faca. E tendiam a sair da adolescência menos machucados, mais felizes, do que os esmurradores de lâminas.
ANSIEDADE
Você está perdido no meio do nada. E ouve um ruído longínquo de animal. O bicho pode ser um tatu ou uma onça. Se você ficar apavorado e sair correndo até um lugar seguro antes que uma possível onça se aproxime, vai ter gasto 200 calorias em 10 minutos. Se não correr e depois for surpreendido por um leão, perderá seu corpinho inteiro - isto é, 200 mil calorias. Por esse raciocínio frio e puramente matemático, valeria a pena ter um ataque de pânico se a probabilidade de o ruído ser de um leão for maior que 1 em 1 000, conclui Randolph Nesse em sua empreitada em busca das causas evolutivas de transtornos mentais. Isso justifica por que é bom sentir medo mesmo quando a ameaça é pequena. E ansiedade é isto: medo de algo que não é necessariamente real. Mais: tal como o amor, ela é uma emoção. E uma emoção é um padrão de resposta diante de situações que podem trazer riscos ou oportunidades. A paixão ajuda a cortejar um parceiro, a raiva nos afasta de alguém quando desconfiamos que fomos traídos, e a ansiedade nos faz fugir ou lutar quando sentimos ameaçados. E isso acontece sem que pensemos. Quando bate a ansiedade, o fígado começa a liberar glicose, a frequência cardíaca aumenta, menos sangue circula pela pele e mais vai para os músculos. Assim, o corpo fica preparado para reagir - a animais, à altura, a trovões, à escuridão ou ao escrutínio público. E também a coisas mais sutis, como um trabalho insuportável ou um relacionamento falido. Ou seja: a ansiedade também pode funcionar como um alarme para que você mude de vida quando necessário. Um alarme que não temos como fingir não escutar.
PESSIMISMO
Para começar, precisamos de pessimistas por perto. Como diz o psicólogo americano Martin Seligman: "Os visionários, os planejadores, os desenvolvedores, todos eles precisam sonhar com coisas que ainda não existem, explorar fronteiras. Mas, se todas as pessoas forem otimistas, será um desastre", afirma. Qualquer empresa precisa de figuras que joguem a dura realidade sobre os otimistas: tesoureiros, vice-presidentes financeiros, engenheiros de segurança...
Esse realismo é coisa pequena se comparado com o pessimismo do filósofo alemão Arthur Schopenhauer (1788-1860). Para ele, o otimismo é a causa de todo sofrimento existencial. Somos movidos pela vontade - um sentimento que nos leva a agir, assumir riscos e conquistar objetivos. Mas essa vontade é apenas uma parte de um ciclo inescapável de desilusões: dela vamos ao sucesso, então à frustração - e a uma nova vontade.
Esse realismo é coisa pequena se comparado com o pessimismo do filósofo alemão Arthur Schopenhauer (1788-1860). Para ele, o otimismo é a causa de todo sofrimento existencial. Somos movidos pela vontade - um sentimento que nos leva a agir, assumir riscos e conquistar objetivos. Mas essa vontade é apenas uma parte de um ciclo inescapável de desilusões: dela vamos ao sucesso, então à frustração - e a uma nova vontade.
Mas qual é o remédio, então? Se livrar das vontades e passar o resto da vida na cama sem produzir mais nada? Claro que não. A filosofia do alemão não foi produzida para ser levada ao pé da letra. Mas essa visão seca joga luz no outro lado da moeda do pessimismo: o excesso de otimismo - propagandeado nas últimas décadas por toneladas de livros de autoajuda. O segredo por trás do otimismo exacerbado, do pensamento positivo desvairado, não tem nada de glorioso: ele é uma fonte de ansiedade. É o que concluíram os psicólogos John Lee e Joane Wood, da Universidade de Waterloo, no Canadá. Um estudo deles mostrou que pacientes com autoestima baixa tendem a piorar mais ainda quando são obrigados a pensar positivamente.
Na prática: é como se, ao repetir para si mesmo que você vai conseguir uma promoção no trabalho, por exemplo, isso só servisse para lembrar o quanto você está distante disso. A conclusão dos pesquisadores é que o melhor caminho é entender as razões do seu pessimismo e aí sim tomar providências. E que o pior é enterrar os pensamentos negativos sob uma camada de otimismo artificial. O filósofo britânico Roger Scruton vai além disso. Para ele, há algo pior do que o otimismo puro e simples: o "otimismo inescrupuloso". Aquelas utopias que levam populações inteiras a aceitar falácias e resistir à razão. O maior exemplo disso foi a ascensão do nazismo - um regime terrível, mas essencialmente otimista, tanto que deu origem à Segunda Guerra com a certeza inabalável da vitória. E qual a resposta de Scruton para esse otimismo inescrupuloso? O pessimismo, que, segundo ele, cria leis preparadas para os piores cenários. O melhor jeito de evitar o pior, enfim, é antever o pior.
TIMIDEZ
Escolas valorizam trabalho em grupo. Processos seletivos jogam candidatos em dinâmicas para identificar líderes natos. Empresas colocam seus funcionários em amplos escritórios sem divisórias e colhem ideias em brainstorms com uma dezena de pessoas - vale tudo, menos ter vergonha de falar besteira. Vivemos no mundo dos extrovertidos. Mas há pesquisadores que veem essa valorização do trabalho coletivo e da extroversão como um tiro no pé. "O mundo está desperdiçando o talento das pessoas tímidas", defende Susan Cain em seu livro Quiet (Quieto, sem versão brasileira), que compila estudos sobre o assunto.
Mas como a timidez pode ser positiva, afinal? Para responder a isso, precisamos esclarecer uma coisa - ser introvertido não significa ser fechado ao exterior. Muito pelo contrário. É ser sensível demais a ele. É o que tem demonstrado desde a década de 1960 o psicólogo Jerome Kagan. Em seu estudo mais importante, ele juntou 500 bebês de 4 meses em seu laboratório em Harvard para observar como reagiam quando estimulados com sons, imagens coloridas em movimento e cheiros. Então separou o grupo dos que reagiam muito - 20% deles - e o dos que reagiam pouco - 40%. Suas pesquisas anteriores lhe permitiram predizer o contrário do que a intuição sugere: os muito reativos se tornariam os futuros introvertidos. Aos 2, 4, 7 e 11 anos de idade, essas crianças voltaram ao laboratório de Kagan. As que haviam sido classificadas como muito reativas desenvolveram personalidades sérias, cuidadosas, enquanto as pouco reativas se tornaram mais relaxadas e autoconfiantes - a futura turma do fundão. Isso porque a amídala (estrutura do sistema límbico, responsável por reações instintivas, como apetite, libido e medo) é mais facilmente estimulada em crianças muito reativas. Ou seja, são mais alertas, mais sensíveis a estímulos novos. Suas pupilas se dilatam mais, suas cordas vocais ficam mais tensas, sua saliva tem mais cortisol - um hormônio do estresse - e seu batimento cardíaco se acelera mais. Um pouco de novidade já implica em vontade de se proteger. O lado negativo é que são mais vulneráveis à depressão e à ansiedade. Mas, ao mesmo tempo, podem ser mais empáticas, cuidadosas e cooperativas, desde que se sintam em sua zona de conforto. "Crianças muito reativas podem ter maior probabilidade para se tornar artistas, escritores, cientistas e pensadores, pois sua aversão a estímulos novos as faz passar mais tempo no ambiente familiar - e intelectualmente fértil - de sua própria cabeça", diz Cain. Um introvertido concentra a mente numa só atividade, em vez de dissipar energia em assuntos não relacionados ao trabalho - estudos do programador americano Tom DeMarco com 600 colegas mostram que o que define a produtividade no setor de TI não é o salário nem a experiência, mas o quão isolado é o ambiente de trabalho. A solidão também permite focar-se nas próprias falhas e treinar até chegar à perfeição. É esse tipo de prática que cria grandes atletas e virtuoses musicais.
FRACASSO
Quando destruímos um relacionamento, somos demitidos ou vivemos qualquer outra grande frustração nessa linha, não tem muito jeito: sentimos não só que um plano deu errado, mas que falhamos como pessoa.
Nossa mente, porém, evoluiu com uma defesa contra isso: ela ignora o que não quer saber. Uma área do cérebro chamada córtex cingulado anterior é ativada quando percebemos que alguma coisa deu errado. É como se fosse o mecanismo do "putz!". Com ele, excitamos mais uma região - o córtex pré-frontral dorso-lateral. Ele é o "censor" da mente, responsável por apagar determinado pensamento.
Esse mecanismo duplo - primeiro o "putz" e depois o "esquece" - permite editar nossa consciência conforme nossa vontade. Assim, conseguimos deixar para trás nossos fracassos.
Nossa mente, porém, evoluiu com uma defesa contra isso: ela ignora o que não quer saber. Uma área do cérebro chamada córtex cingulado anterior é ativada quando percebemos que alguma coisa deu errado. É como se fosse o mecanismo do "putz!". Com ele, excitamos mais uma região - o córtex pré-frontral dorso-lateral. Ele é o "censor" da mente, responsável por apagar determinado pensamento.
Esse mecanismo duplo - primeiro o "putz" e depois o "esquece" - permite editar nossa consciência conforme nossa vontade. Assim, conseguimos deixar para trás nossos fracassos.
Isso também acontece com cientistas. No início da década de 1990, Kevin Dunbar começou a observar os laboratórios de bioquímica da Universidade de Stanford. Descobriu que a metade dos dados obtidos nas pesquisas não batia com o que suas respectivas teorias previam. Os resultados às vezes simplesmente não faziam sentido. A reação então era típica: primeiro, os pesquisadores procuravam um bode espiatório - alguma enzima ou máquina devia não ter funcionado direito. Então repetia-se o experimento. Quando o resultado inesperado acontecia de novo, o experimento inteiro era considerado um fracasso e acabava arquivado. O que os pesquisadores não percebiam é que o mecanismo "putz, esquece" de sua mente os cegava. Dunbar então observou grupos de estudo com pesquisadores de diferentes áreas - biólogos, químicos e médicos. O fato de ter pessoas com um olhar de fora fez com que os bioquímicos, em vez de jogar fora o experimento, abrissem os olhos e repensassem suas teorias. Assim puderam reavaliar suas convicções e muitas vezes encontrar o caminho que funcionava. Moral da história: entender o porquê de um fracasso pode ser o melhor atalho para o sucesso.
É mais ou menos o que aconteceu com a britânica Joanne Rowling. Quando era adolescente, tudo o que seus pais esperavam dela era que não fosse pobre como eles. E tudo o que ela queria era ser escritora. Para arranjar um meio-termo entre seu desejo e o dos pais, fez faculdade de letras. Terminados os estudos, sua vida virou uma sucessão de fracassos. Tentou agradar os pais trabalhando num escritório, mas não suportava a chatice do dia a dia. Quando a mãe morreu, mudou-se para Portugal para dar aula de inglês. Em 3 anos, casou-se, teve uma filha e se divorciou. Desempregada e descasada, mudou-se para a Escócia, onde, deprimida, foi viver da ajuda financeira do Estado. Quando Joanne estava no ponto mais fundo de seu fracasso, começou a escrever um livro. Levou um "não" de 8 editoras - até conseguir uma que publicasse seu Harry Potter e a Pedra Filosofal. Adotou o nome artístico de J. K. Rowling e, em 3 anos, se tornaria a mulher mais rica do Reino Unido. E, para ela, o ingrediente de seu sucesso foi o fracasso. "O fracasso significa eliminar tudo o que não for essencial. Parei de fazer de conta para mim mesma que era uma pessoa diferente e comecei a direcionar toda minha energia em terminar o único trabalho que importava para mim", disse a uma plateia de graduandos de Harvard durante uma conferência do TED (instituição que organiza conferências sobre novas ideias). E arrematou: "Me senti liberta, porque meu maior medo já tinha acontecido. E ainda assim eu continuava viva".
É mais ou menos o que aconteceu com a britânica Joanne Rowling. Quando era adolescente, tudo o que seus pais esperavam dela era que não fosse pobre como eles. E tudo o que ela queria era ser escritora. Para arranjar um meio-termo entre seu desejo e o dos pais, fez faculdade de letras. Terminados os estudos, sua vida virou uma sucessão de fracassos. Tentou agradar os pais trabalhando num escritório, mas não suportava a chatice do dia a dia. Quando a mãe morreu, mudou-se para Portugal para dar aula de inglês. Em 3 anos, casou-se, teve uma filha e se divorciou. Desempregada e descasada, mudou-se para a Escócia, onde, deprimida, foi viver da ajuda financeira do Estado. Quando Joanne estava no ponto mais fundo de seu fracasso, começou a escrever um livro. Levou um "não" de 8 editoras - até conseguir uma que publicasse seu Harry Potter e a Pedra Filosofal. Adotou o nome artístico de J. K. Rowling e, em 3 anos, se tornaria a mulher mais rica do Reino Unido. E, para ela, o ingrediente de seu sucesso foi o fracasso. "O fracasso significa eliminar tudo o que não for essencial. Parei de fazer de conta para mim mesma que era uma pessoa diferente e comecei a direcionar toda minha energia em terminar o único trabalho que importava para mim", disse a uma plateia de graduandos de Harvard durante uma conferência do TED (instituição que organiza conferências sobre novas ideias). E arrematou: "Me senti liberta, porque meu maior medo já tinha acontecido. E ainda assim eu continuava viva".
DÉFICIT DE ATENÇÃO
De 3 a 5% das crianças em idade escolar são daquelas distraídas e agitadas, que perdem tudo, não conseguem fazer a lição, não esperam sua vez e agem sem pensar. Têm o transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH). Quando crescem, os sintomas diminuem, mas os problemas, não. Podem até piorar - afinal, as responsabilidades são outras. O que se esquece não é mais a lição de casa, mas prazos e reuniões. Trabalhos são abandonados pela metade, ordens são ignoradas. A impulsividade pode custar o emprego ou o relacionamento. Por que isso é tão comum? A resposta é semelhante à da ansiedade e da depressão - essa característica já foi uma vantagem adaptativa, até que a cultura e o ambiente mudaram. Em sociedades nômades, quem tem foco de atenção disperso é capaz de cuidar melhor de seu gado, explorar áreas desconhecidas e ficar alerta para ameaças. Dan Eisenberg, da Northwestern University, EUA, observou em tribos africanas nômades e sedentárias. Entre os nômades, os que tinham o alelo 7R (ligado ao TDAH) eram mais bem nutridos do que os sem. Já nas sedentárias, acontecia o contrário. Em outras palavras, conforme o homem se estabeleceu num só lugar e começou a viver de atividades que exigem mais foco, a atenção dispersa virou desvantagem. Mas não tanto. Os mesmos genes que hoje estão associados ao risco são responsáveis por revoluções nas artes, ciência e exploração, acredita o psiquiatra Michael Fitzgerald, do Trinity College. Michael, que já tinha procurado traços de autismo na biografia de personalidades, não demorou para fazer o mesmo com o TDAH. Segundo ele, sintomas de déficit de atenção estão presentes em Thomas Edison, Oscar Wilde, Kurt Cobain (que foi diagnosticado quando criança) e até em Che Guevara. Quem tem a cabeça na Lua pode encontrar lá em cima coisas que pessoas com o pé no chão não veem.
Fonte: Superinteressante
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