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Me chamo Rogério Rocha. Sou maranhense da cidade de São Luís, mas na verdade me sinto um cidadão do mundo. Sou pós-graduado em Direito Constitucional (Universidade Anhanguera-Uniderp-LFG), pós-graduado em Ética (IESMA), Graduado em Filosofia e Direito (UFMA), mestrando em Criminologia na Universidade Fernando Pessoa (Porto/Portugal). Atualmente sou Servidor do Poder Judiciário do meu estado. Exerci a advocacia durante 6 anos de minha vida,atuando nas áreas de Direito Civil (Família), Direito do Trabalho e do Consumidor. Fui professor do CEFET- MA (atual IFMA) por 2 anos, período em que lecionei tanto para o ensino médio quanto para os alunos de áreas técnicas as disciplinas de Sociologia, Filosofia e Metodologia do Trabalho Científico. Escrevo poesias desde os 12 anos de idade. Homem livre e de bons costumes, amante da música, da arte, da história e de viagens. Obs.: Postgraduate in Constitutional Law (University Anhanguera-Uniderp-LFG), Postgraduate in Ethics (IESM), graduated in Philosophy and Law (College); Public Server at Judiciary Power, Teacher, Poet.

sábado, 8 de setembro de 2012

SÃO LUÍS: ENTRE FRANCESES E PORTUGUESES


Por Rogério Henrique Castro Rocha


Na visão do historiador Boris Fausto (História do Brasil, São Paulo: EDUSP, 1996, p.24): “a maior ameaça à posse do Brasil por Portugal não veio dos espanhóis e sim dos franceses. A França não reconhecia os tratados de partilha do mundo, sustentando o princípio de que era possuidor de uma área quem efetivamente a ocupasse. Os franceses entraram no comércio do pau-brasil e praticaram a pirataria, ao longo de uma costa demasiado extensa para que pudesse ser guarnecida pelas patrulhas portuguesas. Em momentos diversos, iriam mais tarde estabelecer-se no Rio de Janeiro (1555-1560) e no Maranhão (1612-1615).”

O processo de colonização do Norte do Brasil, é importante frisar, ocorreu de forma bem mais lenta e diferente do que se dera no Nordeste e no Centro da colônia. 

Tivemos uma integração econômica com o mercado, sobretudo o europeu, de forma mais precarizada e tardia. Algo que estendeu-se até mais ou menos os fins do século XVIII. Em nosso região também houve, como traço característico, a presença do trabalho compulsório do elemento indígena, durante um bom tempo com maior preponderância até que em relação ao negro.

Ainda em virtude da presença de índios, e de sua influência tanto numérica quanto cultural, houve um intenso processo de mestiçagem em nossa população, sendo raras por aqui, naquele período, mulheres brancas (mesmo com a chegada de emigrantes açorianos nesta região).

Boris Fausto (Idem, Ibidem, p. 55) afirma ainda que:


Até 1612, quando os franceses se estabeleceram no Maranhão, fundando São Luís, os portugueses não tinham demonstrado maior interesse por se instalar na região. Os riscos de perda territorial levaram à luta contra os franceses que ali se tinham instalado e, em 1616, à fundação de Belém. Essa foi a base de uma gradual penetração pelo Rio Amazonas, percorrido na viagem de Pedro Teixeira (1637) até o Peru. Em 1690, os portugueses instalaram um pequeno posto avançado, perto de onde hoje se localiza Manaus, na boca do Rio Negro. A Coroa, nas mãos da Espanha, estabeleceu uma administração à parte do Norte do país, criando o Estado do Maranhão e Grão-Pará, com governador e administração separados do Estado do Brasil. O Estado do Maranhão teve existência pelo menos formal e intermitente até 1774.


Como se pode perceber, foi graças aos franceses - à sua chegada e estabelecimento em nossa ilha - que os portugueses, sentindo-se ameaçados em seus planos expansionistas, voltaram finalmente seus olhos para o Maranhão, mais especificamente para a ilha de São Luís, então projeto de uma França Equinocial.


Referência Bibliográfica:

FAUSTO, Boris. História do Brasil. São Paulo: EDUSP, 1996.

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