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Me chamo Rogério Rocha. Sou maranhense da cidade de São Luís, mas na verdade me sinto um cidadão do mundo. Sou pós-graduado em Direito Constitucional (Universidade Anhanguera-Uniderp-LFG), pós-graduado em Ética (IESMA), Graduado em Filosofia e Direito (UFMA), mestrando em Criminologia na Universidade Fernando Pessoa (Porto/Portugal). Atualmente sou Servidor do Poder Judiciário do meu estado. Exerci a advocacia durante 6 anos de minha vida,atuando nas áreas de Direito Civil (Família), Direito do Trabalho e do Consumidor. Fui professor do CEFET- MA (atual IFMA) por 2 anos, período em que lecionei tanto para o ensino médio quanto para os alunos de áreas técnicas as disciplinas de Sociologia, Filosofia e Metodologia do Trabalho Científico. Escrevo poesias desde os 12 anos de idade. Homem livre e de bons costumes, amante da música, da arte, da história e de viagens. Obs.: Postgraduate in Constitutional Law (University Anhanguera-Uniderp-LFG), Postgraduate in Ethics (IESM), graduated in Philosophy and Law (College); Public Server at Judiciary Power, Teacher, Poet.

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

A nostalgia e o fim da videolocadora

O fechamento da Blockbuster marca o fim de uma era
Os que viveram a adolescência ou mesmo infância nos anos 90 sabem bem a importância e a representatividade da videolocadora. No final de 2013, a mais famosa rede de videolocadoras dos EUA, a Blockbuster, anunciou que fechará suas 300 ainda restantes lojas até o começo de 2014. Essa notícia, embora previsível, marcou o fim de uma era.
Captura-de-Tela-2013-11-13-às-21.31.18O  fechamento da Blockbuster já serviu até de piada no seriado South Park. Nesse episódio o pai de Stan compra por US$ 10 mil dólares uma loja inteira da empresa. Contudo, o local se transformou em quase uma casa mal assombrada com direito a fantasmas dos anos 90.
Naquele tempo longínquo sem internet, o acesso aos filmes que saíam do cinema vinha das videolocadoras. Em um mundo sem you tube ou mesmo filmes on line, a vida era mais dura para esperar aquele lançamento que você não teve como ver no cinema.
A videolocadora representava um lazer comum entre as pessoas. Muitos iam sexta a noite ou mesmo sábado para entrar na disputa por filmes. Os mais antigos ainda lembrarão que as fitas VHS tinham que ser entregues rebobinadas, caso não fossem havia até multa. Havia também uma busca grande pelos lançamentos e para consegui-los, muitas vezes, era preciso reservar.
Videolocadoras eram muitas nos anos 90 e começo dos anos 2000. Em todos os bairros sempre havia uma perto da sua casa, muitas vezes várias. Era um negócio rentável e aparentemente fácil de montar e administrar, o que levava famílias a apostarem nessa ideia tão popular nesse tempo.
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Contudo, os novos tempos de domínio da internet vieram e o poder das videolocadoras foi diminuindo. Somado a influência da internet, elas sofreram também o golpe pesado dos maiores vilões do cinema: a pirataria. Com filmes piratas sendo vendidos a preços baixíssimos a cada esquina, tornou-se complicado ter paciência de esperar conseguir locar. A qualidade dos filmes piratas, com cópias feitas diretamente do DVD, criaram uma concorrência desleal. Como competir com o velho “três DVD por 10 real”?
Mesmo que no Brasil a internet ainda não seja tão veloz quanto em outros países, o ato de assistir filmes on line vem crescendo.A internet está cada vez mais enraizada a tudo: celulares, tablets, video games e também nas novas televisões.
Nos últimos anos ocorreu também a popularização das TVs por assinatura, que tinham um caráter mais elitizado nos anos 90. Sua programação era mais alternativa, com menos comercial e conteúdo legendado. Atualmente, os canais apostaram na ampliação do conteúdo chegando ao grande público.
As operadoras de TV por assinatura ficaram atentas a essas mudanças no conceito de internet. De forma inteligente, elas apostaram em formatos de filmes com alta definição vistos em redes internas, que garantiram uma opção fácil e segura a pirataria. Essas redes internas são verdadeiras videolocadoras que os assinantes podem alugar filmes com acesso instantâneo ou mesmo assistir a títulos gratuitos. Esses serviços funcionam bem, tem um preço modesto e qualidade garantida de imagem e som.
Seguindo o mesmo esquema, a Netflix entrou no Brasil apostando no conceito de banco de dados de filmes e séries através de assinaturas pela internet. A Netflix inclusive está apostando em produções próprias de séries. O serviço, embora ainda limitado em acervo, vem crescendo principalmente pelos preços reduzidos de assinatura. O canal Telecine também apostou em sua rede interna chamada de Telecine Play. Essa rede permite que o assinante possa assistir osSouth Park Blockprincipais filmes do canal a hora que quiser, sem custo adicional. Os filmes carregam quase que instantaneamente e estão todos em HD nas opções dublado e legendado.
O fato é que muitos fatores “conspiram” a favor do fim do formato de videolocadora como conhecemos. É possível que algumas maiores ainda durem por algum tempo, como está ocorrendo. Porém, não se pode esperar que esse formato exista por muito mais tempo. Os tempos são outros e a evolução da tecnologia logo irá deixar as videolocadoras apenas na nostalgia. O final desse formato não pode ser avaliado necessariamente como algo ruim, já que as mudanças trazem uma série de comodidades. Como o LP ou mesmo a fita VHS, talvez seja que a hora do adeus do DVD ou mesmo Bluray não esteja tão distante.

Fonte: Revista Fantástica 

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