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Me chamo Rogério Rocha. Sou maranhense da cidade de São Luís, mas na verdade me sinto um cidadão do mundo. Sou pós-graduado em Direito Constitucional (Universidade Anhanguera-Uniderp-LFG), pós-graduado em Ética (IESMA), Graduado em Filosofia e Direito (UFMA), mestrando em Criminologia na Universidade Fernando Pessoa (Porto/Portugal). Atualmente sou Servidor do Poder Judiciário do meu estado. Exerci a advocacia durante 6 anos de minha vida,atuando nas áreas de Direito Civil (Família), Direito do Trabalho e do Consumidor. Fui professor do CEFET- MA (atual IFMA) por 2 anos, período em que lecionei tanto para o ensino médio quanto para os alunos de áreas técnicas as disciplinas de Sociologia, Filosofia e Metodologia do Trabalho Científico. Escrevo poesias desde os 12 anos de idade. Homem livre e de bons costumes, amante da música, da arte, da história e de viagens. Obs.: Postgraduate in Constitutional Law (University Anhanguera-Uniderp-LFG), Postgraduate in Ethics (IESM), graduated in Philosophy and Law (College); Public Server at Judiciary Power, Teacher, Poet.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

O jogo do bilhão


Impulsionados pelas doações aos comitês políticos, Barack Obama e Mitt Romney protagonizam a campanha política mais cara da história. Juntos, eles vão gastar mais de US$ 2 bilhões

Mariana Queiroz Barboza
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DUELO
Ainda não se sabe como o debate da terça-feira 16 impactou nas doações
No anseio de não ser ultrapassado pelo adversário na corrida presidencial americana, o democrata Barack Obama deve alcançar nas próximas semanas o número mágico de US$ 1 bilhão em arrecadação de fundos para sua campanha. Assim, sua empreitada para a reeleição será a mais cara da história recente. Já o republicano Mitt Romney, que de abril a julho dominou a corrida por doações, estima gastar US$ 800 milhões. Nessa toada, até o dia do voto, em 6 de novembro, democratas e republicanos devem desembolsar no total mais de US$ 2 bilhões. “Os candidatos temem que, se não gastarem tanto dinheiro, seu opositor o fará e se comunicará melhor com os eleitores”, diz Danny Hayes, professor de ciência política da Universidade de George Washington. “Um tem que fazer frente ao investimento do outro e, dessa forma, são levados a bater recorde atrás de recorde”, diz Filipe Campante, professor de políticas públicas da Universidade de Harvard. “O resultado são valores que soam absurdos.”
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Levando-se em conta um contexto em que os partidários do atual presidente comemoram um recuo de 0,3 ponto percentual na taxa de desemprego (de 8,1% para 7,8% em setembro), a campanha bilionária parece fora de tom. Para John Hudak, especialista em estudos de governança do Instituto Broo­kings, de Washington, embora muitos cidadãos reclamem da arrecadação e dos gastos bilionários, a crítica não deve utilizar a crise econômica como pano de fundo. “O dinheiro vem de doadores individuais, que escolheram fazer isso por vontade própria”, afirma. “Mas essa é uma parcela pequena da população, já que muitos não doam para políticos porque simplesmente não podem gastar dinheiro com isso.” A base de contribuintes do atual presidente ultrapassou os quatro milhões de indivíduos, o que é um número impressionante, mas pequeno se considerado que o vencedor precisará de ao menos 65 milhões de votos nessas eleições, segundo estimativas.
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Ao dispensar o financiamento público, em 2008, Obama inaugurou a era das campanhas presidenciais bilionárias e abriu caminho para a regularização dos comitês políticos independentes, conhecidos como Super PACs. O resultado foi amplamente favorável ao democrata. Enquanto o senador republicano John McCain gastou US$ 239 milhões para concorrer à Presidência, sendo US$ 85 milhões de financiamento público, Obama gastou mais que o triplo: US$ 770 milhões. Apoiada por doações pequenas, mas contínuas, e impulsionadas pela internet, a campanha de Obama há quatro anos descobriu um caminho vantajoso para recusar o financiamento público ao se ver livre do engessamento a um teto. Esse é, afinal, o maior benefício que os inéditos Super PACs trazem aos candidatos neste ano. Em janeiro de 2010, uma decisão da Suprema Corte americana baseou-se no direito à liberdade de expressão para derrubar os limites de doação para esses comitês, que são livres para apoiar quem quiserem. “Os Super PACs geralmente são fundados por doadores ricos que contribuem com quantias de US$ 250 mil, US$ 500 mil ou até maiores que US$ 1 milhão”, diz Liz Bartolomeo, diretora de comunicação da ONG Sunlight Foundation. “As portas para despesas políticas estão abertas e há pouca regulação para impedir isso.”
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Os comitês independentes tiveram papel fundamental nas primárias republicanas no início do ano. Candidatos como Newt Gingrich e Rick Santorum só foram capazes de permanecer mais tempo na disputa por causa do apoio que receberam dos Super PACs. Mas sua real influência só poderá ser conhecida após o resultado das eleições majoritárias. John Hudak, do Instituto Brookings, vê o fenômeno com ceticismo. “Campanhas caras são boas para a democracia pelo fato de indivíduos estarem doando seu dinheiro e tomando um papel mais participativo no processo eleitoral, mas os Super PACs não têm demonstrado o mesmo poder dos eleitores engajados.” Os comitês que apoiam Romney gastaram muito mais do que os que apoiam Obama (leia quadro) e a maior parte disso foi para propagandas negativas veiculadas na tevê. Ainda assim, as pesquisas mostram os dois tecnicamente empatados. “No fim do dia, apesar de todo o dinheiro, o efeito não é o esperado”, diz Hudak.
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Diretor de comunicação do American Crossroads, comitê que apoia o candidato republicano, Jonathan Collegio diz que trabalha por Romney por acreditar em valores liberais, como o livre mercado e governos limitados, e não vê exagero no papel dos Super PACs. “Nossas atividades atuam como fonte de equilíbrio diante do impacto que os sindicatos tiveram nas eleições nos últimos 80 anos”, afirma. “Só em 2008, eles gastaram mais de US$ 400 milhões para ajudar a eleger Obama.” Enquanto alguns críticos defendem que a nova legislação aumenta a influência das corporações e afasta os EUA do foco nas contribuições individuais, dados da Sunlight Foundation mostram que a maioria das doações vem de pessoas físicas. Segundo a organização, dos US$ 459,7 milhões já levantados pelos comitês, apenas US$ 99 milhões vieram de empresas. “Os comitês políticos estão interessados em eleger seus candidatos e nem um pouco preocupados com a saúde da democracia”, diz Danny Hayes, da Universidade de George Washington.
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Tanto empenho para a arrecadação de recursos para seus candidatos, entre outras ações, que incluem, por exemplo, ligações de telefone para potenciais eleitores, retrata um cenário que não era previsto pelos analistas no início do ano. A fraca recuperação da economia, de um lado, e a falta de carisma do adversário de Obama, do outro, resultaram numa disputa apertada, palmo a palmo, mas não impediram que o engajamento dos militantes se desse em números tão superlativos. Os momentos-chave da campanha estiveram diretamente relacionados a avanços na arrecadação. Após o primeiro debate entre os presidenciáveis em 4 de outubro, quando a performance de Mitt Romney surpreendeu positivamente os eleitores, sua campanha levantou US$ 12 milhões nas 24 horas seguintes ao evento. Antes disso, a campanha de Barack Obama chegara a um pico de 700 mil contribuintes na semana da Convenção do Partido Democrata, de 4 a 6 de setembro. O impacto do debate da terça-feira 16, em que as pesquisas sagraram Obama como o vencedor por uma pequena margem, não foi divulgado pelas campanhas.

A chegada ao marco bilionário para reeleger um presidente é relativizada pelos cientistas políticos. “Um bilhão de dólares é muito dinheiro de forma absoluta, mas nem tanto perto da nossa economia”, afirma Hayes. “Se considerarmos o tamanho do orçamento americano ou mesmo de seu déficit anual, que é da ordem de US$ 1 trilhão, isso é uma gota no oceano”, diz Filipe Campante, da Universidade de Harvard. “Dada a importância das decisões do governo sobre os agentes econômicos globais, esse valor não é surpreendente, o que não quer dizer que seja desejável do ponto de vista social.” 

Foto: Brian Snyder/Reuters
Fonte: Federal Election Commission
Fotos: Joe Burbank/Photoshot/Other Images e Jason Reed/Reuters
Fonte: IstoÉ N° Edição:  2241 |  19.Out.12 -

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