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Me chamo Rogério Rocha. Sou maranhense da cidade de São Luís, mas na verdade me sinto um cidadão do mundo. Sou pós-graduado em Direito Constitucional (Universidade Anhanguera-Uniderp-LFG), pós-graduado em Ética (IESMA), Graduado em Filosofia e Direito (UFMA), mestrando em Criminologia na Universidade Fernando Pessoa (Porto/Portugal). Atualmente sou Servidor do Poder Judiciário do meu estado. Exerci a advocacia durante 6 anos de minha vida,atuando nas áreas de Direito Civil (Família), Direito do Trabalho e do Consumidor. Fui professor do CEFET- MA (atual IFMA) por 2 anos, período em que lecionei tanto para o ensino médio quanto para os alunos de áreas técnicas as disciplinas de Sociologia, Filosofia e Metodologia do Trabalho Científico. Escrevo poesias desde os 12 anos de idade. Homem livre e de bons costumes, amante da música, da arte, da história e de viagens. Obs.: Postgraduate in Constitutional Law (University Anhanguera-Uniderp-LFG), Postgraduate in Ethics (IESM), graduated in Philosophy and Law (College); Public Server at Judiciary Power, Teacher, Poet.

sábado, 8 de novembro de 2014

A CIDADE (por Rogério Rocha)




A Cidade

Há de tudo dentro do mundo.
Há tanto mundo dentro de mim.
Há lugares e rumos, sentidos profundos
e vagos desejos caindo das copas
das árvores.

Há vida em lugares impensáveis.
Há margens que cruzam espaços.
Há cidades para além das cidades.

Onde estamos é o lugar de viver.
Onde vivemos é o lugar de se estar.
Todo lugar, de algum modo, é meu lugar.
E nas manhãs, abro os olhos
e vejo subir aos céus
aquelas partículas de doce alegria.

Dentro de mim espero brotar maravilhas,
coisas que nunca guardei.

Dentro de tudo há um mundo,
há um mundo dentro de mim.

Nas cidades para além das cidades
não sobram saudades,
porque levo-as comigo e trago;
absorvo os sentidos e removo as barreiras
para sabê-las melhor e não tê-las.

Minha cidade é também absurda
e confunde-se com a cidade que não há,
mas, mesmo assim, hei de estar.

O meu lugar é qualquer.
O meu lugar é onde estou.
E o melhor lugar para se estar
é onde reside o querer.

O hoje é parte do que construo
como premissa do meu futuro.
A cidade em mim mais branda,
é, porém, não menos estranha.

A cidade que vivo
habita em cada motivo,
habita aqui e acolá.

São Luís, Paris, qualquer lugar...

A cidade orbita em meus versos,
a cidade medita quando me disperso
e a esqueço.
E se a esqueço, não perco de mim, contudo,
os seus caminhos mais profundos,
os teus reinos e submundos,
eis que em mim vive a célula primeva
que te inventa como verdade. 

Quero ser qual andarilho.
Quero ser como poeta.
Quero ser como profeta
que recebe versos do além
e os decifra em fúlgido estribilho.

Cidade eterna, cidade concreta,
filha dos ventos e das noites.
Poetas que nunca te escreveram
serão lembrados, pois, desde sempre,
saídos do teu ventre quente,
caídos ao teu lado, 
serão parte desse enredo incerto,
dessa magnitude insólita.

Cidade que trago comigo
e que levo para todos os cantos.
Cidade de sonhos e desencantos,
cidade das minhas alegrias.
Quero-te tanto em noites tenebrosas
como nas manhãs luzidias.

São Luís, 08 de novembro de 2014.

Rogerio Rocha




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