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Me chamo Rogério Rocha. Sou maranhense da cidade de São Luís, mas na verdade me sinto um cidadão do mundo. Sou pós-graduado em Direito Constitucional (Universidade Anhanguera-Uniderp-LFG), pós-graduado em Ética (IESMA), Graduado em Filosofia e Direito (UFMA), mestrando em Criminologia na Universidade Fernando Pessoa (Porto/Portugal). Atualmente sou Servidor do Poder Judiciário do meu estado. Exerci a advocacia durante 6 anos de minha vida,atuando nas áreas de Direito Civil (Família), Direito do Trabalho e do Consumidor. Fui professor do CEFET- MA (atual IFMA) por 2 anos, período em que lecionei tanto para o ensino médio quanto para os alunos de áreas técnicas as disciplinas de Sociologia, Filosofia e Metodologia do Trabalho Científico. Escrevo poesias desde os 12 anos de idade. Homem livre e de bons costumes, amante da música, da arte, da história e de viagens. Obs.: Postgraduate in Constitutional Law (University Anhanguera-Uniderp-LFG), Postgraduate in Ethics (IESM), graduated in Philosophy and Law (College); Public Server at Judiciary Power, Teacher, Poet.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Conheça a Deep Web e a ‘internet invisível’



Site escondido e anônimo vende drogas e armas. (Foto: Reprodução)
É verdade que existe de “tudo” na internet. Mas existem muitos conteúdos que já são difíceis de encontrar, se é que será possível encontrá-los. Eles constituem o que já foi chamado de “web invisível” ou “deep web” (web profunda), mas que poderia também ser chamado de “internet invisível”, já que nem todas as informações circulam puramente no protocolo HTTP, da web. Ou seja: apenas o seu navegador de internet não é suficiente para ver esses sites.
Um exemplo que ficou conhecido é o site Silk Road, descoberto na metade de 2011. O site vendia drogas de todo tipo para vários lugares do mundo. O endereço do site eraianxz6zefk72ulzz.onion e só podia ser acessado por internautas que estivessem usando o programa The Onion Router – Tor (por isso o final “.onion”). Para complicar um pouco mais, o site usava o sistema de pagamento BitCoin, um tipo de “moeda criptográfica”.
Com um endereço desses e tantos requerimentos, o site evidentemente não estava preocupado com marketing.
De forma semelhante, existem muitas outras comunidades fechadas na internet. Sites que mudam de forma quando códigos são inseridos no lugar certo, sites de compartilhamento de arquivos escondidos em páginas que mais parecem a Wikipedia. Sites que exigem cadastro, mas a função de cadastro está sempre desativada.
Essas são páginas que intencionalmente escondem seu propósito verdadeiro e ficam eternamente restritas. Não existe uma receita para ter acesso.
Protocolo "darknet" é usado por redes anônimas e descentralizadas. (Foto: Divulgação)
Protocolos e programas
Há conteúdos que se escondem em protocolos feitos especialmente para driblar a censura e o monitoramento. Além do Tor, já citado e usado pelo Silk Road, existe ainda a Freenet e softwares de compartilhamento de arquivos como o Share e o Perfect Dark, desenvolvidos no Japão com o intuito de dar a seus usuários anonimato durante a troca de dados.

Para usar o Perfect Dark é preciso um mínimo de 40 GB de espaço livre em disco e uma velocidade de upload de 100KB/s – uma taxa que as conexões banda larga no Brasil alcançam com dificuldade, quando alcançam. Dados de endereço IP e fontes de dados são todos codificados e distribuídos de forma descentralizada na rede para dificultar a ação da polícia e outras autoridades que estiverem investigando os usuários do compartilhador.
Apesar disso, pelo menos três usuários do Perfect Dark já foram presos no Japão. O desenvolvedor do software, no entanto, mantem-se em anonimato. O programa só é distribuído pela Freenet – ou seja, não existe um site oficial disponível na internet “pública”. Quem pesquisar por Perfect Dark em mecanismos de pesquisa vai, no máximo, encontrar referências na Wikipédia. A maioria dos resultados, porém, será apenas para um jogo lançado em 2000 para o videogame Nintendo 64.
Página se dedica a mostrar como os mecanismos de pesquisa podem encontrar mais informações. (Foto: Reprodução)
Mecanismos de pesquisa
Os mecanismos de pesquisa não têm em seus bancos de dados todas as páginas de internet. Pelo menos 1/3 da web, dizem alguns, não é pesquisada quando você procura algo no Google, por exemplo. Em parte isso se deve aos sites mencionados anteriormente – páginas que exigem cadastro ou acesso especial. Outros sites intencionalmente bloqueiam mecanismos de pesquisa ou têm seu conteúdo em formato que é difícil de pesquisar, como imagens.

Algumas dessas deficiências são supridas por mecanismos de pesquisa específicos. Mas mesmo esses mecanismos não conseguem encontrar tudo. O enigmático site Searchlores foi criado para “ensinar” pessoas dedicadas a usarem todos os recursos de pesquisa disponíveis.
Existe ainda outro fenômeno: quanto mais dados são colocados na internet, mais difícil é encontrar algo específico. Com o tempo, as páginas que antes estavam nos primeiros resultados de uma pesquisa vão desaparecendo entre os milhares de resultados e encontrá-los se torna uma tarefa difícil ou até impossível.
Talvez seja verdade que a internet não “esquece” nada. Mas é indiscutível que, com o tempo, apenas pessoas muito dedicadas são capazes de encontrar algumas informações, quando estas forem substituídas por outras.
A melhor maneira de esconder algo que está na internet pode não ser tirá-la do ar – uma atitude normalmente fracassada que pode acabar gerando ainda mais publicidade para aquilo que se quer esconder. A melhor forma de esconder algo é colocar mais conteúdo de natureza semelhante no ar, garantindo que o conteúdo anterior seja difícil de encontrar.
Esses fatores, que vão das limitações tecnológicas dos mecanismos de pesquisa aos conteúdos intencionalmente escondidos e protocolos de comunicação inacessíveis sem um sistema configurado corretamente, permitem que exista uma “internet” realmente invisível do ponto de vista da maioria. Mas ela está lá.
O que está invisível, porém, não é um “inteiro”. São fragmentos sem ligação entre si. Não existe uma forma de ter acesso a essa “internet”, mas sim a algumas de suas pequenas partes – e mesmo assim é apenas para quem conhece as pessoas certas e tem o conhecimento técnico necessário. O alcance completo do que está por aí ninguém sabe.
Fonte:http://g1.globo.com/platb/seguranca-digital/2012/01/16/conheca-a-deep-web-e-a-internet-invisivel/http://g1.globo.com/platb/seguranca-digital/2012/01/16/conheca-a-deep-web-e-a-internet-invisivel/

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