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Me chamo Rogério Rocha. Sou maranhense da cidade de São Luís, mas na verdade me sinto um cidadão do mundo. Sou pós-graduado em Direito Constitucional (Universidade Anhanguera-Uniderp-LFG), pós-graduado em Ética (IESMA), Graduado em Filosofia e Direito (UFMA), mestrando em Criminologia na Universidade Fernando Pessoa (Porto/Portugal). Atualmente sou Servidor do Poder Judiciário do meu estado. Exerci a advocacia durante 6 anos de minha vida,atuando nas áreas de Direito Civil (Família), Direito do Trabalho e do Consumidor. Fui professor do CEFET- MA (atual IFMA) por 2 anos, período em que lecionei tanto para o ensino médio quanto para os alunos de áreas técnicas as disciplinas de Sociologia, Filosofia e Metodologia do Trabalho Científico. Escrevo poesias desde os 12 anos de idade. Homem livre e de bons costumes, amante da música, da arte, da história e de viagens. Obs.: Postgraduate in Constitutional Law (University Anhanguera-Uniderp-LFG), Postgraduate in Ethics (IESM), graduated in Philosophy and Law (College); Public Server at Judiciary Power, Teacher, Poet.

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Brasil: um país de risco para a imprensa


Comitê de Proteção aos Jornalistas denunciou 'altos índices de assassinatos e impunidade' no país, assim como um 'padrão de censura judicial'
O Brasil se encontra, ao lado do Equador, em uma reduzida lista de dez países do mundo nos quais a liberdade de imprensa corre perigo, elaborada pelo Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ, na sigla em inglês).
O CPJ divulgou na quinta-feira (14) em Nova York seu relatório anual 'Ataques à Imprensa' no qual denuncia 'um aumento sem precedentes no número de jornalistas assassinados e presos no último ano' e uma 'legislação restritiva e censura estatal' que colocam em risco o jornalismo independente.
Quanto à lista de 'Países em Risco', que identifica os dez Estados do mundo onde a liberdade de imprensa enfrentou maiores perigos em 2012, o Comitê incluiu Equador, Brasil, Síria, Somália, Irã, Vietnã, Etiópia, Turquia, Paquistão e Rússia.
Para produzir a lista, o CPJ examinou seis indicadores de liberdade de imprensa: mortes, prisões, legislação restritiva, censura estatal, impunidade nos ataques contra a imprensa e quantidade de jornalistas exilados.
No caso do Brasil, o Comitê denunciou os 'altos índices de assassinatos e impunidade' arraigados no país, assim como um 'padrão de censura judicial'.
'Os obstáculos no Brasil são, em particular, alarmantes, dada a sua condição de líder regional e sede de uma vasta e diversa rede de meios de comunicação', afirmou a escritora Karen Phillips no site do CPJ.
Em dezembro passado, o Comitê havia constatado a 'preocupante alta' dos casos de jornalistas mortos de maneira violenta no Brasil, que registrou em 2012 quatro casos, seu maior número em mais de uma década.
Sobre o Equador, o outro país latino-americano incluído na lista, o CPJ denunciou o 'uso de leis restritivas para silenciar a dissidência' por parte do governo do presidente Rafael Correa.
O relatório lembra o caso dos jornalistas Christian Zurita e Juan Carlos Calderón, autores do livro 'El Gran Hermano', sobre o suposto enriquecimento da família de Correa e considerados culpados de difamar o presidente, o que lhes custou uma milionária condenação por perdas e danos.
Embora Correa tenha posteriormente os indultado, o CPJ afirmou que o presidente equatoriano cumpriu 'com sua meta de intimidar a imprensa nacional'.
Brasil e Equador também são assinalados por tentar 'socavar iniciativas internacionais ou regionais a favor da liberdade de imprensa durante o ano'.
'O Equador encabeçou um esforço apoiado pelo Brasil para debilitar a capacidade da Comissão Interamericana de Direitos Humanos para intervir em casos de abuso contra a liberdade de imprensa sistemáticos ou graves', assinala o informe.
Além disso, Brasil e Paquistão 'estiveram entre o grupo de países que tentou desbaratar um plano da ONU para melhorar a segurança dos jornalistas e combater a impunidade em nível mundial'.
O CPJ é uma organização independente baseada em Nova York e que se dedica a defender a liberdade de imprensa em todo o mundo.
(France Press)
Artigo extraído do Jornal Pequeno

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