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Me chamo Rogério Rocha. Sou maranhense da cidade de São Luís, mas na verdade me sinto um cidadão do mundo. Sou pós-graduado em Direito Constitucional (Universidade Anhanguera-Uniderp-LFG), pós-graduado em Ética (IESMA), Graduado em Filosofia e Direito (UFMA), mestrando em Criminologia na Universidade Fernando Pessoa (Porto/Portugal). Atualmente sou Servidor do Poder Judiciário do meu estado. Exerci a advocacia durante 6 anos de minha vida,atuando nas áreas de Direito Civil (Família), Direito do Trabalho e do Consumidor. Fui professor do CEFET- MA (atual IFMA) por 2 anos, período em que lecionei tanto para o ensino médio quanto para os alunos de áreas técnicas as disciplinas de Sociologia, Filosofia e Metodologia do Trabalho Científico. Escrevo poesias desde os 12 anos de idade. Homem livre e de bons costumes, amante da música, da arte, da história e de viagens. Obs.: Postgraduate in Constitutional Law (University Anhanguera-Uniderp-LFG), Postgraduate in Ethics (IESM), graduated in Philosophy and Law (College); Public Server at Judiciary Power, Teacher, Poet.

terça-feira, 3 de julho de 2012

A mente doentia dos criminosos bárbaros


JAIRO BOUER é médico formado pela USP, com residência em psiquiatria. Trabalha com comunicação e saúde. E-mail: jbouer@edglobo.com.br (Foto: Camila Fontana/ÉPOCA)
Por Jairo Bouer
Duas adolescentes matam uma colega de 13 anos e arrancam o coração de dentro de seu peito. Uma mulher traída dá um tiro no marido, decepa cabeça e braços, retalha o restante do corpo, acondiciona os pedaços em três malas e sai espalhando as partes pela cidade.
Filmes de terror? Não, apenas noticiário das últimas semanas do país. Para além da violência cotidiana, esses crimes recentes expõem requintes de frieza e crueldade que mexem até com os mais indiferentes.
Embora nenhuma forma de violência mereça justificativa, é mais compreensível para o senso comum que alguém, em momento de intenso desespero, seja capaz de um ato impensado. Essa, aliás, é uma das formas de violência mais difíceis de evitar. É como tentar prevenir o imprevisível. Será que muita gente em situação-limite não estaria sujeita a agir de forma nunca antes imaginada? Não há como saber. Mas, quando há um elemento a mais do crime, como premeditação, esse sentimento é substituído por espanto e indignação.
Decapitar um inimigo e pendurar a cabeça no alto de um poste, retalhar um corpo humano, valer-se da condição de médico para abusar sexualmente de pacientes fragilizadas emocionalmente são crimes que guardam um parentesco. Parece haver um método, uma programação, um desfrute da ocasião. É como se o autor da ação transformasse a tragédia em parque de diversões e passasse a sentir certo prazer naquele momento.
O matador em série (serial killer, em inglês) é alguém que usa um padrão na forma de atacar e matar. É comum que esses criminosos tenham, como base, uma disfunção ou distúrbio conhecidos como psicopatia (que podem ser de vários tipos). Agem acima do bem e do mal. A construção do que é certo ou errado é muito peculiar. Consideram-se grandiosos, plenos de razão. Foi com tom de superioridade que o jovem norueguês que matou 77 pessoas em 2011 deu seu depoimento.
No caso de autores de crimes bárbaros isolados, há, em linhas gerais, alguns quadros psiquiátricos e características mais comuns. Um deles é o surto psicótico, desencadeado por uma variedade de motivos, que leva alguém a agir de acordo com uma percepção delirante da realidade (como se sentir perseguido). Outro é o transtorno de personalidade (como em algumas psicopatias), que faz alguém agir de forma fria e violenta em situações vistas como extremas. Para essas pessoas, decepar o marido ou tirar o coração da amiga são ações feitas com tranquilidade fora do comum. Elas têm um tipo de funcionamento psíquico que não é regra, e sim absoluta exceção. Em geral, podem responder por seus atos, já que escolhem praticar ou não uma ação.  
Fonte: revistaepoca.globo.com/Vida-util/jairo-bouer/noticia/2012/07/mente-doentia-dos-criminosos-barbaros.html

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