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Me chamo Rogério Rocha. Sou maranhense da cidade de São Luís, mas na verdade me sinto um cidadão do mundo. Sou pós-graduado em Direito Constitucional (Universidade Anhanguera-Uniderp-LFG), pós-graduado em Ética (IESMA), Graduado em Filosofia e Direito (UFMA), mestrando em Criminologia na Universidade Fernando Pessoa (Porto/Portugal). Atualmente sou Servidor do Poder Judiciário do meu estado. Exerci a advocacia durante 6 anos de minha vida,atuando nas áreas de Direito Civil (Família), Direito do Trabalho e do Consumidor. Fui professor do CEFET- MA (atual IFMA) por 2 anos, período em que lecionei tanto para o ensino médio quanto para os alunos de áreas técnicas as disciplinas de Sociologia, Filosofia e Metodologia do Trabalho Científico. Escrevo poesias desde os 12 anos de idade. Homem livre e de bons costumes, amante da música, da arte, da história e de viagens. Obs.: Postgraduate in Constitutional Law (University Anhanguera-Uniderp-LFG), Postgraduate in Ethics (IESM), graduated in Philosophy and Law (College); Public Server at Judiciary Power, Teacher, Poet.

sábado, 23 de junho de 2012

A cidade que vai mudar o mundo

Sem lixo, sem engarrafamentos, com baixo consumo de energia, uso racional água e interconexão total. Songdo será o canto mais high-tech do planeta
BBC
Songdo, na Coreia do Sul, é um modelo de cidade inteligente

As ruas de Songdo parecem desertas. Não há muito para se ver na cidade do futuro no momento, já que ela ainda não está pronta. Mesmo assim, cerca de 22 mil pessoas já vivem ali, e se espera que mais 5 mil novos habitantes cheguem até o fim do ano.Quando estiver construída, em 2015, o plano é que Songdo se torne o lar de 65 mil pessoas. Eles viverão na cidade mais inteligente do planeta – medida não pelo QI dos habitantes, claro, mas pela tecnologia empregada nos parques, ruas e prédios. Esta “cidade inteligente” está sendo construída numa área de aproximadamente seis quilômetros quadrados e seu projeto é extremamente ambicioso.

Localizada em uma ilha artificial a 56 quilômetros ao oeste de Seul, na Coreia do Sul, Songdo pretende mostrar para a capital coreana e para cidades de todos os continentes o que elas podem vir a ser no futuro. A humanidade precisará de mais cidades inteligentes. A estimativa das Nações Unidas é de que os centros urbanos serão a moradia de mais de 70% da população mundial até 2050 – 6,4 bilhões dos 9,3 bilhões de habitantes do planeta. Elas já são o lar de metade dos 7 bilhões de seres humanos, e adicionar mais 3 bilhões de indivíduos a esse total testará os limites das cidades existentes. A solução, de acordo com os responsáveis por Songdo, é construir cidades inteligentes, capazes de dialogar com seus residentes e com o meio ambiente.

Iniciada em 2000 e com um custo estimado em US$ 35 bilhões, Songdo é o maior investimento privado do setor imobiliário na história. A maior parte do dinheiro veio da imobiliária americana Gale International e do banco de investimentos Morgan Stanley. O dinheiro é, em grande parte, para criar uma “rede universal” – utilizando a internet para ligar não apenas pessoas, mas também objetos, casas e carros. Conforme a cidade vem sendo construída, a gigante das telecomunicações Cisco está instalando sensores no asfalto, nas ruas e nos edifícios. Cada um destes sensores enviará dados de forma ininterrupta para um centro de controle, onde informações a respeito dos prédios, da demanda por energia, das condições do asfalto e do trânsito, assim como a temperatura externa e interna, serão coletadas e analisadas.



Cidade pensante

“Estamos construindo uma cidade que usará informação como combustível. O centro de controle será o cérebro de Songdo”, explica o CEO da Cisco, John Chambers. Câmeras de trânsito, por exemplo, vão monitorar quantos pedestres estão na calçada. Desta forma, para reduzir custos, ruas vazias poderão ter luzes diminuídas, enquanto as movimentadas terão a iluminação reforçada. Estresses atípicos também poderão ser detectados precocemente em ruas ou estruturas, para prevenir atrasos custosos causados por obras maiores.Outra inovação foi desenhada para evitar problemas de trânsito enfrentados por todas as cidades. Etiquetas com identifi cação por radiofrequência (Radio-Frequency Identification, ou R Fid, na sigla em inglês) serão colocadas em todas as placas de veículos. Estes aparelhos estão sintonizados em uma frequência específica e conectados a um processador de baixíssimo consumo. A etiqueta enviará um sinal se identificando ao controle central. Isso ocorre em menos de um segundo, e quando todos os carros estiverem dentro do sistema, um retrato exato do trânsito na cidade poderá ser obtido em qualquer situação, a qualquer momento. A tecnologia permitirá ao centro de controle ajustar o intervalo dos semáforos, criar desvios e fornecer alertas mais cedo. Até mesmo os semáforos terão alta tecnologia, com lâmpadas incandescentes comuns sendo substituídas pelas LED – que necessitam de apenas 1% da energia das antigas.O elemento que deverá ter maior efeito na vida dos moradores, no entanto, será a telepresença. As telas serão instaladas em todas as casas e escritórios e até mesmo nas ruas, permitindo às pessoas fazer videochamadas de qualquer local.

Coração verde

A tecnologia integrada no coração de Songdo é apenas uma parte da história. O objetivo de uma cidade inteligente é criar algo artificial, mas também sustentável, com o mínimo de impacto ao meio ambiente.O recurso natural mais fundamental para seres humanos é a água. Dados de 2006 das Nações Unidas apontam que, em média, moradores de cidades norte-americanas usam 575 litros de água por dia. Qualquer nova cidade que surgir vai aumentar o uso global do recurso, mas um desenho inteligente do terreno, mecanismos de retenção de água da chuva e o tratamento de água “suja” de pias e máquinas de lavar pratos e roupas permitirão ao sistema de irrigação de Songdo usar apenas um décimo da quantidade de água limpa que seria esperada para uma cidade desse porte. Plantar vegetação no topo dos edifícios reduzirá perda de água da chuva e combaterá o efeito “ilha de calor” gerado pelas cidades, uma vez que as plantas absorverão os raios solares e os usarão para fotossíntese, refrescando o ar em sua volta.

Ainda por cima, Songdo não precisará de recolhimento de lixo. Um sistema centralizado de coleta, funcionando por meio de pressão, levará embora os resíduos líquidos e sólidos, dispensando a necessidade de caminhões com lixeiros circulando pela cidade. Estas inovações, porém, são o bastante para tornar uma cidade inteligente? E elas são inéditas? Existem alguns projetos em andamento em outros locais do mundo. Particularmente na Europa e na América do Norte, cidades estão integrando tecnologias inteligentes em suas infraestruturas na forma de redes elétricas que recolhem informação sobre os consumidores e fornecedores.

A companhia israelense Innowattech desenhou um sistema de pequenas placas a serem instaladas embaixo do asfalto, para que, conforme os carros passem, pressionem estas placas. Elas, por sua vez, convertem as pequenas depressões feitas no asfalto em eletricidade a ser armazenada em baterias ou enviada de volta à rede. O sistema também pode calcular se um caminhão está pesando acima do permitido, e enviar a informação diretamente às autoridades – utilizando a própria energia gerada pelos veículos infratores para fazê-lo. A empresa está testando agora se a mesma tecnologia funcionaria para ferrovias. Enquanto isso, a arquiteta moradora de Buenos Aires Arianna Callegari desenvolveu uma rede de pequenas turbinas que se encaixam na parede e no teto de túneis. Estas turbinas geram pequenas quantidades de eletricidade com o vento resultante da passagem de caminhões e trens.

O que, afinal, o futuro reserva aos moradores das cidades? Além da criação de núcleos como Songdo, onde novas tecnologias são parte do projeto, as cidades existentes podem se tornar inteligentes?“Existem muitas cidades na Europa – Amsterdã, Barcelona, Malmö, Estocolmo – que estão apostando nas parcerias com os cidadãos para se tornarem cidades inteligentes”, diz o chefe do Centro para Cidades Sustentáveis da Universidade de Napier, em Edimburgo, Mark Deakin.

Amsterdã, por exemplo, promove a colaboração entre moradores, empresas e governo para tentar poupar energia, mudando o comportamento das pessoas e implementando tecnologia inteligente. A meta, ambiciosa, é reduzir os níveis de gás carbônico para 40% do que era emitido pela cidade em 1990 até 2025. “De certa forma, melhorar cidades antigas é como o trabalho de um dentista – é preciso retirar o que está apodrecendo”, diz Deakin. O presidente da Gale International, Stan Gale, tem uma visão própria a respeito de como as cidades inteligentes vão evoluir no futuro. O executivo tem planos de criar 20 novas cidades ao longo da China e da Índia, para as quais Songdo será o modelo. “Cada uma destas cidades será feita de forma mais rápida, melhor e mais barata do que a anterior, ano após ano”, diz ele.

Esse cenário, no entanto, sugere que o rápido avanço tecnológico levará Songdo a se tornar rapidamente ultrapassada. Nasa, ESA e outras agências espaciais conhecem bem este problema. Sabendo que a capacidade de resolver problemas em sondas que deixam a Terra é limitada, estas agências planejam com antecedência para tornar a tecnologia tão avançada quanto possível. O trabalho dos arquitetos de Songdo é mais fácil, uma vez que a tecnologia totalmente integrada pode ser melhorada ou substituída na Terra sempre que for necessário.Com a população do nosso planeta em constante crescimento, a criação de cidades inteligentes e a evolução dos centros urbanos já existentes parecem inevitáveis – particularmente conforme avançamos para áreas mais inóspitas do globo terrestre.

Fonte: Revista Conhecer

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