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Me chamo Rogério Rocha. Sou maranhense da cidade de São Luís, mas na verdade me sinto um cidadão do mundo. Sou pós-graduado em Direito Constitucional (Universidade Anhanguera-Uniderp-LFG), pós-graduado em Ética (IESMA), Graduado em Filosofia e Direito (UFMA), mestrando em Criminologia na Universidade Fernando Pessoa (Porto/Portugal). Atualmente sou Servidor do Poder Judiciário do meu estado. Exerci a advocacia durante 6 anos de minha vida,atuando nas áreas de Direito Civil (Família), Direito do Trabalho e do Consumidor. Fui professor do CEFET- MA (atual IFMA) por 2 anos, período em que lecionei tanto para o ensino médio quanto para os alunos de áreas técnicas as disciplinas de Sociologia, Filosofia e Metodologia do Trabalho Científico. Escrevo poesias desde os 12 anos de idade. Homem livre e de bons costumes, amante da música, da arte, da história e de viagens. Obs.: Postgraduate in Constitutional Law (University Anhanguera-Uniderp-LFG), Postgraduate in Ethics (IESM), graduated in Philosophy and Law (College); Public Server at Judiciary Power, Teacher, Poet.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

A ESPANHA NÃO É UMA OPÇÃO


Por Carlos José Marques, diretor editorial da revista Istoé

Brasileiros são hoje recebidos em todo o mundo com tapete vermelho, como um dos melhores turistas, dada a sua disposição para compras e gastos de alto valor agregado em hotéis, passeios, aluguel de carros, etc., movimentando a milionária cadeia de serviços que vive dessa demanda. Mesmo os EUA, percebendo o potencial desses turistas, reviram regras e movimentaram-se nos últimos tempos para facilitar sua entrada e atrair mais e mais visitantes brasileiros. A Espanha seguiu na direção contrária. Numa postura inarredável, mantém há anos uma política restritiva extrema, com práticas arbitrárias que beiram a intolerância, levando milhares de brasileiros ao constrangimento de serem barrados na fronteira em arrastados interrogatórios, quando não – como ocorre em muitos casos – deportados. Apelos seguidos vêm sendo feitos por autoridades diplomáticas brasileiras, que pedem um abrandamento do regime. Em vão. Na semana passada, finalmente, o País colocou em prática o “princípio da reciprocidade”, impondo o mesmo rosário de exigências para que os espanhóis entrem em território nacional. Numa atitude hipócrita, em declaração infeliz, o secretário de Assuntos Externos da Espanha, Gonzalo de Benito, antes mesmo de vigorar a nova regra, reagiu alegando não haver justificativas para que os espanhóis tivessem aqui restrições que “vão além do normal”. Ou o secretário finge desconhecer a situação de lá ou, na lógica torta de seu argumento, quis dizer que seus patrícios são superiores àqueles brasileiros que todos os dias chegam a seus aeroportos. As duas hipóteses são inaceitáveis. Curiosamente, hoje é muito maior o fluxo de espanhóis para o Brasil do que o inverso. E o índice de admissão não concedida aqui é inferior a 10% do praticado lá. A Espanha convive atualmente com uma das maiores taxas de desemprego da Europa, da ordem de 22%, enquanto o Brasil experimenta uma primavera de oportunidades e vagas, inclusive importando mão de obra. Seria natural nessas condições um maior empenho daquele país em estabelecer facilidades para esse fluxo e, inexplicavelmente, não é o que acontece. Turistas brasileiros deveriam daqui por diante adotar o velho princípio de só ir aonde é bem-vindo. E, nesse caso, a Espanha não seria uma opção.

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