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Me chamo Rogério Rocha. Sou maranhense da cidade de São Luís, mas na verdade me sinto um cidadão do mundo. Sou pós-graduado em Direito Constitucional (Universidade Anhanguera-Uniderp-LFG), pós-graduado em Ética (IESMA), Graduado em Filosofia e Direito (UFMA), mestrando em Criminologia na Universidade Fernando Pessoa (Porto/Portugal). Atualmente sou Servidor do Poder Judiciário do meu estado. Exerci a advocacia durante 6 anos de minha vida,atuando nas áreas de Direito Civil (Família), Direito do Trabalho e do Consumidor. Fui professor do CEFET- MA (atual IFMA) por 2 anos, período em que lecionei tanto para o ensino médio quanto para os alunos de áreas técnicas as disciplinas de Sociologia, Filosofia e Metodologia do Trabalho Científico. Escrevo poesias desde os 12 anos de idade. Homem livre e de bons costumes, amante da música, da arte, da história e de viagens. Obs.: Postgraduate in Constitutional Law (University Anhanguera-Uniderp-LFG), Postgraduate in Ethics (IESM), graduated in Philosophy and Law (College); Public Server at Judiciary Power, Teacher, Poet.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Com 18%, partido xenófobo quer ser a direita "normal" da França


Paris - Ela não passou para o segundo turno das eleições presidenciais francesas, como desejava. Ainda assim, Marine Le Pen, a candidata do partido de extrema direita Frente Nacional (FN), não tirou mais o sorriso do rosto desde domingo, quando registrou uma votação histórica para a sigla: 6,4 milhões de pessoas, ou 17,9% do eleitorado, escolheram a extrema direita para governar a França nos próximos cinco anos. O resultado consolida os planos dos "frentistas" de substituir a direita tradicional francesa por uma direita dita "nacionalista", contrária não somente à imigração como à globalização econômica e cultural.
A direita tradicional francesa responde pelo nome de UMP, o partido do presidente Nicolas Sarkozy, e defende o livre mercado e a consolidação europeia, mas um maior controle das fronteiras do continente. As propostas permanecem distantes dos anseios da Frente Nacional, que ao longo do mandato de Sarkozy se queixou sem trégua da "imigração descontrolada" e da "islamização da França", além da "ditadura de Bruxelas", onde são tomadas as principais decisões da União Europeia.
Com o altíssimo escore registrado no primeiro turno, Marine Le Pen e sua turma entenderam que podem ter força o suficiente para ter mais peso na política francesa - os frentistas estão certos de que a extrema direita ocupa, cada vez mais, o lugar da direita tradicional, à exemplo do que aconteceu em outros países europeus, como a Áustria e a Hungria, onde a "direita nacionalista" se inseriu para ficar.
"Marine Le Pen deseja ver a derrota de Sarkozy para poder se apresentar como a oponente número 1 dos socialistas, ao mesmo tempo em que cria discórdias nos corredores da UMP, embora ela saiba que este continua sendo um partido difícil de desestabilizar", analisa o especialista em extrema direita Sylvain Crépon, da Universidade de Nanterre.
FN quer implodir a atual direita
O próximo passo nessa estratégia vai ser investir todas as fichas nas eleições legislativas, em junho, quando o partido espera eleger cinco ou seis deputados para retornar à Assembleia Nacional. "O seu objetivo é de provocar a implosão da direita francesa atual para fazê-la se recompor em torno dela e das ideias da Frente Nacional."
Por essa razão, Le Pen não deve apoiar a candidatura de Sarkozy contra o rival socialista François Hollande no segundo turno, em 6 de maio: ela deve incentivar os frentistas à se abster da votação. Mais do que nunca, o atual presidente se vê obrigado a cortejar ainda mais o eleitorado extremista, depois de já ter começado a sedução dos ultranacionalistas desde os primeiros movimentos da campanha.
Ainda assim, estima-se que cerca de 50% dos eleitores que votaram por Le Pen no último domingo migrarão para Sarkozy no segundo turno, enquanto em torno de 25% se inclina, paradoxalmente, a escolher Hollande. O restante não deve retornar à urnas.
Essa divisão acontece porque o eleitor da Frente Nacional, na realidade, não tem clareza sobre os significados do espectro político: são agricultores, operários e desempregados. Apenas 15% concluiu o segundo grau e menos ainda, 7%, frequentou bancos universitários. São, portanto, cidadãos suscetíveis a discursos populistas, sobretudo em momentos de crise como o atual.
"O voto Frente Nacional é cada vez menos um voto de protesto, como era há 20 anos. Percebemos uma verdadeira adesão ao discurso frentista, que foca na imigração como a principal razão para explicar os problemas econômicas da França", explica Jean-Yves Camus, um dos maiores especialistas no assunto do país. O pesquisador do Instituto Relações Internacionais e Estratégicas lembra que, a partir de 1988, as votações obtidas pelo partido extremista vêm aumentando a cada eleição, culminando com a ascensão ao segundo turno nas eleições presidenciais de 2002.
Discurso moderado
Desde que Marine Le Pen substituiu o pai, Jean-Marie Le Pen, no comando da sigla e adotou um discurso menos radical, assumir a adesão à Frente Nacional está deixando de ser um tabu. "Este é o maior perigo, principalmente porque cerca de 50% dos militantes da UMP são abertos a ouvir o discurso da Frente Nacional. São pessoas de direita que no fundo concordam com os argumentos da extrema direita, mas não com a forma como eles eram expostos na época de Jean-Marie Le Pen", observa. O pai de Marine era conhecido pelos discursos e piadas racistas, pelos quais responde na Justiça francesa até hoje, embora tenha se aposentado da política.
Apesar da "normalização" da retórica, os resultados da FN causaram indignação na França: desde o anúncio das porcentagens de cada candidato, a imprensa e o eleitores, nas ruas e redes sociais, tentam compreender quem é e onde está essa França xenófoba.
Os resultados definitivos mostram que as maiores votações aconteceram nas regiões da Alsace, na fronteira com a Alemanha, e de Alpes-Maritimes, onde há uma forte presença de imigrantes estrangeiros e estatísticas elevadas de violência urbana. Porém os especialistas garantem que os quase 18% de votos de Le Pen não são uma surpresa: além da adesão crescente ao programa do partido, a alta rejeição ao atual presidente levou milhares de franceses a quererem punir Sarkozy nas urnas. São estes mesmos eleitores que agora o governante tem a obrigação de conquistar, se não quiser ser o primeiro presidente em 30 anos a não conseguir se reeleger no país.
Fonte: Jornal do Brasil

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