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Me chamo Rogério Rocha. Sou maranhense da cidade de São Luís, mas na verdade me sinto um cidadão do mundo. Sou pós-graduado em Direito Constitucional (Universidade Anhanguera-Uniderp-LFG), pós-graduado em Ética (IESMA), Graduado em Filosofia e Direito (UFMA), mestrando em Criminologia na Universidade Fernando Pessoa (Porto/Portugal). Atualmente sou Servidor do Poder Judiciário do meu estado. Exerci a advocacia durante 6 anos de minha vida,atuando nas áreas de Direito Civil (Família), Direito do Trabalho e do Consumidor. Fui professor do CEFET- MA (atual IFMA) por 2 anos, período em que lecionei tanto para o ensino médio quanto para os alunos de áreas técnicas as disciplinas de Sociologia, Filosofia e Metodologia do Trabalho Científico. Escrevo poesias desde os 12 anos de idade. Homem livre e de bons costumes, amante da música, da arte, da história e de viagens. Obs.: Postgraduate in Constitutional Law (University Anhanguera-Uniderp-LFG), Postgraduate in Ethics (IESM), graduated in Philosophy and Law (College); Public Server at Judiciary Power, Teacher, Poet.

quarta-feira, 21 de março de 2012

Um fato e duas versões para morte de ciclista atropelado por Thor Batista


Um vizinho do ciclista Wanderson Pereira dos Santos, 30 anos, que morreu ao ser atropelado pelo filho do empresário Eike Batista, Thor Batista, afirmou neste domingo, durante o enterro da vítima, que Wanderson andava pelo acostamento da Rodovia Washington Luís quando foi atingido. A declaração do vizinho, que se identificou como José da Silva, desmente a versão dos fatos divulgada em nota pela assessoria de imprensa EBX, de que Wanderson teria sido atingido quando "atravessava a rodovia inadvertidamente" de bicicleta.
Familiares também constestaram o posicionamento da empresa de Eike Batista. A tia e mãe de criação de Wanderson, Maria Vicentina Pereira, também confirmou que o sobrinho andava pelo acostamento. "Ele fazia esse trajeto todos os dias durante 30 anos. Pelas manchas de sangue que ficaram marcadas no chão dava para ver que ele foi atingido quando andava pelo acostamento", afirmou. 
Mercedes SLR Mc Laren ficou visivelmente destruída com impacto de atropelamento
Mercedes SLR Mc Laren ficou visivelmente destruída com impacto de atropelamento
O advogado da família de Wanderson, Cléber Carvalho Rumbelsperger, também contestou a versão divulgada pela empresa EBX. "O documento de ocorrência policial (registro de ocorrência) não tem absolutamente nada. A polícia não ouviu ninguém, ao que me consta. Isso não é de praxe. É muito estranho que o atropelador deixe o local da morte sem ter ido à delegacia. O motorista foi abordado por policiais na hora do acidente, deveria ter ido à delegacia de polícia para prestar esclarecimentos", destacou o advogado de defesa, que também contestou o fato do veículo ter sido retirado do pátio da Polícia Rodoviário Federal pelo advogado do condutor.  
Segundo Maria Vicentina, a família recebeu uma ajuda de custo no valor de R$ 8 mil para cobrir as despesas do enterro e a reconstituição facial e corporal da vítima, que teve o corpo dilacerado na colisão. Familiares afirmaram, ainda, que o empresário Eike Batista teria contestado o valor dos custos, alegando que seriam muito altos. 
O corpo de Wanderson foi velado e enterrado no final da tarde deste domingo no cemitério de Xerém, em Duque de Caxias. Em clima de muita consternação, familiares e amigos foram ao local prestar luto. "Ele era uma joia preciosa e agora foi tirado da gente. Era um rapaz muito bom, trabalhador, um filho para mim", lamentou Maria Vicentina. 
O caso
Thor Batista, filho mais velho do empresário Eike Batista e da ex-modelo Luma de Oliveira atropelou e matou o ciclista Wanderson Pereira dos Santos, de 30 anos, na Rodovia Washington Luís, em Xerém, Duque de Caxias, na noite deste sábado (17). Thor, de 20 anos, dirigia uma Mercedes SLR Mc Laren prata e estava acompanhado de um amigo quando aconteceu o acidente. De acordo com policiais, ambos os jovens fizeram o teste do bafômetro, que não indicou consumo de álcool.
Agentes da Polícia Rodoviária Federal estiveram no local do atropelamento, na altura do km 101 da rodovia, sentido Rio, e afirmaram que Thor acompanhou todo o procedimento. O caso foi registrado como homicídio culposo (aquele em que não há intenção de matar) na 61ª DP (Xerém). Os documentos do jovem e do amigo, estavam em dia, inclusive a documentação do veículo.
O local foi examinado por peritos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli, da Polícia Civil, que afirmaram que Thor passou mal quando viu o corpo desfigurado do ciclista. O Mercedes chegou a ser recolhido para o pátio da PRF, mas foi levado pelo advogado do jovem, identificado apenas pelo nome de Godinho, que prometeu manter as condições em que o veículo ficou após o acidente. O advogado confirmou que era o jovem que dirigia o veículo no momento do acidente e que Thor deve se apresentar para prestar depoimento à Polícia Civil nos próximos dias.
De acordo com agentes da 61ª DP, o carro foi liberado porque não havia medida administrativa para manter o veículo apreendido, uma vez que os documentos estavam em dia.
Fonte: Jornal do Brasil


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