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Me chamo Rogério Rocha. Sou maranhense da cidade de São Luís, mas na verdade me sinto um cidadão do mundo. Sou pós-graduado em Direito Constitucional (Universidade Anhanguera-Uniderp-LFG), pós-graduado em Ética (IESMA), Graduado em Filosofia e Direito (UFMA), mestrando em Criminologia na Universidade Fernando Pessoa (Porto/Portugal). Atualmente sou Servidor do Poder Judiciário do meu estado. Exerci a advocacia durante 6 anos de minha vida,atuando nas áreas de Direito Civil (Família), Direito do Trabalho e do Consumidor. Fui professor do CEFET- MA (atual IFMA) por 2 anos, período em que lecionei tanto para o ensino médio quanto para os alunos de áreas técnicas as disciplinas de Sociologia, Filosofia e Metodologia do Trabalho Científico. Escrevo poesias desde os 12 anos de idade. Homem livre e de bons costumes, amante da música, da arte, da história e de viagens. Obs.: Postgraduate in Constitutional Law (University Anhanguera-Uniderp-LFG), Postgraduate in Ethics (IESM), graduated in Philosophy and Law (College); Public Server at Judiciary Power, Teacher, Poet.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

BGE comprova: cidadãos pagam mais por médicos e remédios do que o Estado


Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) confirmaram o que os contribuintes já sabem há um bom tempo: garantia de bom atendimento médico no país é só para quem pagar do próprio bolso. A pesquisa Conta-Satélite de Saúde (CSS) concluiu que, em 2009, os brasileiros gastaram R$ 157,1 bilhões com tratamentos, 27% a mais do que o montante aplicado pela administração pública em igual período. Ao todo, o setor movimentou R$ 283,6 bilhões no ano, o que representou 8,8% do Produto Interno Bruno (PIB, soma das riquezas produzidas em um ano). Em 2008, essa participação havia sido de 8,3%. 


Os brasileiros gastaram R$ 56 bilhões apenas com medicamentos, bem mais do que os R$ 6,3 bilhões investidos pelo governo em remédios distribuídos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Na comparação per capita, os gastos públicos ficaram em R$ 645,27, contra R$ 835,65 das famílias. O resultado é que a população tem que fazer malabarismo para conseguir que as despesas caibam no orçamento. Cansado da precariedade dos hospitais públicos, o aposentado Avando Alves dos Santos, 69 anos, resolveu contratar um plano privado para si e a esposa, Cleusa de Castro Alves, 60 anos, há pouco mais de um ano. Ele desembolsa R$ 1,4 mil por mês só com as mensalidades. “Para piorar, nem assim o atendimento é bom”, desabafou Santos. 



A situação de Rubens de Sá, 74 anos, também é desesperadora. Apesar de gastar R$ 1,2 mil por mês com o convênio, ele teve de esperar mais de um mês para conseguir uma simples consulta com um oftalmologista. “A saúde no Brasil está péssima. O governo não investe e a população fica subordinada às operadoras de saúde”, lamentou. Na avaliação de Álvaro Martim Guedes, professor da 

Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Araraquara (SP), os números do IBGE demonstraram que o país pouco avançou nas políticas de saúde. “O fato de o ônus dos tratamentos pender mais para o lado das famílias do que para o do governo indica que o setor está na contramão da proposta do SUS. Ainda estamos muito longe de democratizar o serviço”, concluiu.



José Ricardo da Costa, professor de economia do Ibmec, ressaltou que, entre todos os países membros da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) — considerado o grupo de nações desenvolvidas —, apenas nos Estados Unidos o gasto das famílias com saúde é maior do que o da administração pública. “Além disso, no Brasil, com uma despesa equivalente à dos cidadãos dos países desenvolvidos, o serviço que se obtém é de qualidade bem inferior. Não basta inverter a balança, é preciso melhorar a eficiência do gasto”, ponderou. 


Crescimento
Para fazer o cálculo do CSS, o IBGE leva em conta tudo o que as famílias gastam, desde um simples frasco de vitamina C ou talco antisséptico até exames e cirurgias de alta complexidade. No caso das despesas da administração pública, são levadas em conta campanhas de atenção à saúde e vacinação, vigilância sanitária, postos de saúde, hospitais e pagamentos do SUS a hospitais e serviços sociais privados. À medida que os países enriquecem, a tendência é de aumento da participação da saúde no PIB, devido a fatores como o envelhecimento da população, a sofisticação dos tratamentos e o desenvolvimento de novas tecnologias. Um exemplo emblemático é o uso de aparelho dentário, hoje amplamente disseminado no país, mas inacessível para boa parte das pessoas até  alguns anos atrás. 



Em 2009, apesar de todos os demais setores da economia terem estagnado por conta da crise econômica mundial, o setor de saúde cresceu 2,7%. “A saúde não oscila tanto quanto outras atividades em períodos de crise, porque é um gasto prioritário. As pessoas podem cancelar uma viagem ou a compra de um carro, mas precisam continuar a comer e a ir ao médico independentemente do que aconteça nos mercados”, explicou Ricardo Moraes, gerente da Coordenação de Contas Nacionais do IBGE.



Lídia Abdalla, superintendente técnica da rede de laboratórios Sabin, calcula que a procura por exames cresceu a uma média de 30% nos últimos anos. “O leque de exames oferecidos cresce a todo momento e as pessoas estão cada vez mais dispostas a fazerem procedimentos preventivos, não só quando estão doentes, como no passado”, revelou Lídia.

Fonte: Correioweb

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