Quem sou eu

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Me chamo Rogério Rocha. Sou maranhense da cidade de São Luís, mas na verdade me sinto um cidadão do mundo. Sou pós-graduado em Direito Constitucional (Universidade Anhanguera-Uniderp-LFG), pós-graduado em Ética (IESMA), Graduado em Filosofia e Direito (UFMA), mestrando em Criminologia na Universidade Fernando Pessoa (Porto/Portugal). Atualmente sou Servidor do Poder Judiciário do meu estado. Exerci a advocacia durante 6 anos de minha vida,atuando nas áreas de Direito Civil (Família), Direito do Trabalho e do Consumidor. Fui professor do CEFET- MA (atual IFMA) por 2 anos, período em que lecionei tanto para o ensino médio quanto para os alunos de áreas técnicas as disciplinas de Sociologia, Filosofia e Metodologia do Trabalho Científico. Escrevo poesias desde os 12 anos de idade. Homem livre e de bons costumes, amante da música, da arte, da história e de viagens. Obs.: Postgraduate in Constitutional Law (University Anhanguera-Uniderp-LFG), Postgraduate in Ethics (IESM), graduated in Philosophy and Law (College); Public Server at Judiciary Power, Teacher, Poet.

domingo, 6 de novembro de 2011

Sugestão de leitura - "O homem que sabe"



O livro apresenta um discurso raro, entre a filosofia e o poema, sobre a atual condição do Homem. Viviane Mosé reflete sobre a Modernidade, oferecendo ao leitor a oportunidade de pensar, por exemplo, sobre como ela pode provocar enormes avanços tecnológicos, mas, ao mesmo tempo, também crises sociais, ambientais e econômicas.

Qual é a ideia principal do livro?
 O livro quer mostrar que o modo como organizamos nosso pensamento, o modo como estruturamos nosso raciocínio no ocidente é um modelo construído pelos gregos e que se tornou o padrão do pensamento em geral. Não apenas isto, busca mostrar que este modelo é excludente e fundamenta os diversos modos de exclusão que instauramos em nossa cultura. Raciocinamos em linha, para afirmarmos alguma coisa temos que excluir o seu oposto: ou bonito ou feio, ou certo ou errado, ou bem ou mal, isto dividiu o mundo em dois, e instaurou a oposição ao mesmo tempo em que negou os graus e sutilezas que existem entre uma coisa e outra. Pensar racionalmente é opor. A grande novidade é que as novas mídias estão nos impondo um pensamento complexo, da linha fomos lançados à rede, e isto exige que nossos modelos educacionais se transformem. O livro busca mostrar também que, desde Kant no final do século XVIII, uma razão mais ampla surgiu, um modo de conceber a relação do homem com o mundo, sustentada não apenas no pensamento conceitual, ou na razão pura, mas também e ao mesmo tempo em um pensamento prático, ou moral, e no pensamento estético. O que acontece é que já sabemos desde Kant que nossa razão é complexa, sustentada na percepção e no corpo, quer dizer, na sensibilidade, e acontece como um jogo entre três faculdades: conhecer, querer e sentir, mas esta concepção não atingiu o modo como aprendemos e ensinamos, sobretudo na escola, que se sustenta unicamente no conhecer. O que Kant não conseguiu por meio de argumentos hoje é imposto pelas novas mídias. Ainda bem.
 “Pensar o múltiplo e o móvel é o desafio, ser capaz de lidar ao mesmo templo com diversas interpretações e perspectivas. Não mais pensar de modo sucessivo, mas simultâneo, compor ao invés de excluir, e retomar a difícil complexidade que é viver, pensar, criar, conhecer, querer, sentir... Todas as coisas se relacionam, não há nada realmente isolado, todo gesto produz desdobramentos incalculáveis; um saber, uma escola, uma pessoa não existe sem um contexto: talvez este seja o aprendizado social, a maturidade política que precisamos. Somos ao mesmo tempo o indivíduo e o todo, o apolíneo e o dionisíaco, a lei e a transgressão.”

O Homem que Sabe - Viviane Mosé

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