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Me chamo Rogério Rocha. Sou maranhense da cidade de São Luís, mas na verdade me sinto um cidadão do mundo. Sou pós-graduado em Direito Constitucional (Universidade Anhanguera-Uniderp-LFG), pós-graduado em Ética (IESMA), Graduado em Filosofia e Direito (UFMA), mestrando em Criminologia na Universidade Fernando Pessoa (Porto/Portugal). Atualmente sou Servidor do Poder Judiciário do meu estado. Exerci a advocacia durante 6 anos de minha vida,atuando nas áreas de Direito Civil (Família), Direito do Trabalho e do Consumidor. Fui professor do CEFET- MA (atual IFMA) por 2 anos, período em que lecionei tanto para o ensino médio quanto para os alunos de áreas técnicas as disciplinas de Sociologia, Filosofia e Metodologia do Trabalho Científico. Escrevo poesias desde os 12 anos de idade. Homem livre e de bons costumes, amante da música, da arte, da história e de viagens. Obs.: Postgraduate in Constitutional Law (University Anhanguera-Uniderp-LFG), Postgraduate in Ethics (IESM), graduated in Philosophy and Law (College); Public Server at Judiciary Power, Teacher, Poet.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Grandes predadores: o Dragão de Comodo

Em junho de 2008 cinco mergulhadores foram arrastados para longe de seu barco e ficaram à deriva. Chegaram à terra firme 12 horas depois, escapando das águas infestadas por tubarões - mas ainda não estavam a salvo.

O lugar a que eles chegaram era a ilha de Rinca, na Indonésia, um dos últimos redutos naturais de dragões de Komodo. Os mergulhadores deram de cara com um deles e passaram dois dias tentando afugentá-lo, atirando pedras contra ele e gritando, até ser resgatados.

Dragões de Komodo devorando búfalo selvagem na ilha de Rinca, Indonésia
Kira Kaplinski/istockphoto
Dragões de Komodo devorando búfalo selvagem na ilha de Rinca, Indonésia

Até a Primeira Guerra Mundial muita gente achava que os dragões de Komodo eram uma lenda. Então um piloto sobreviveu à queda de seu avião perto da ilha de Komodo, contando sobre os dragões. Ele teve muita sorte.

Os dragões de Komodo (nome científico Varanus komodoensis) merecem a reputação que têm de animais ferozes. Seres humanos são atacados e devorados por eles [fonte: BBC News]. Parte de uma família de lagartos conhecidos como monitores, os dragões de Komodo são os maiores lagartos do mundo. O maior já medido tinha mais de 3 metros de comprimento e pesava 166 kg. Na média, os dragões de Komodo têm cerca de 2,5 m e pesam 90 kg [fonte: Zoológico de Honolulu]. Só para dar ideia da força dos bichos: quando é preciso tirar amostras de sangue do dragão de Komodo do Zoológico de Londres, são necessárias duas pessoas apenas para segurar a cauda do bicho - que nem é dos maiores, com 54 kg.

Virgem de Komodo
Em maio de 2006 uma fêmea de dragão de Komodo do Zoológico de Chester (Reino Unido) botou ovos sem nunca ter tido contato com um macho. Foi o primeiro caso conhecido de partenogênese (nascimento sem fecundação) na espécie [fonte: UKTV].

Muitos cientistas acham que o recordista de 166 kg tenha comido algo grande logo antes da pesagem. Um dragão de Komodo pode comer o equivalente a 80% de seu peso em 20 minutos. O animal pode engolir de uma vez porções enormes, porque seu crânio e sua mandíbula são flexíveis como as das cobras. A dieta do dragão de Komodo inclui galinhas, javalis, veados, cabras e até animais enormes, como búfalos. E de vez em quando, um ser humano. O dragão de Komodo é o único lagarto a atacar presas maiores que ele mesmo. Com frequência ele ataca outros de sua espécie. Cerca de 10% do que um dragão de Komodo come são outros dragões de Komodo.

Não são muitas as espécies que conseguem sobreviver a um ataque do dragão de Komodo - entre elas estão o homem e o próprio dragão de Komodo. Ameaçado de extinção, com cerca de 4.000 espécimes selvagens, o dragão de Komodo está no topo da cadeia alimentar em seu hábitat.

O que faz desse lagarto um predador tão bem-sucedido? Veremos em seguida.

Com quase 60 dentes, serrilhados como os de um tubarão, com perto de 1 cm cada, o dragão de Komodo é um predador brutal. E o ataque de um dragão de Komodo é garantia de uma refeição.

Mesmo que o animal caçado não morra no momento do ataque, quase com certeza estará morto depois de alguns dias. O dragão de Komodo espera pacientemente, seguindo a presa ferida por quilômetros, localizando-a graças ao olfato. Como a maioria dos lagartos e cobras, o dragão de Komodo tem o olfato muito apurado. Não é como nosso olfato. Da mesma forma que uma cobra, o dragão de Komodo "cheira" coletando ar com sua língua bifurcada e depositando-o em receptores no céu da boca. Graças a esse método ele consegue detectar uma carcaça a 8 km de distência.

Não se sabe exatamente como a mordida do dragão de Komodo mata.

Até recentemente os cientistas tinham certeza que eram bactérias presentes na boca do dragão de Komodo que matavam a presa depois de alguns dias. A explicação faz sentido. Na saliva do dragão de Komodo há entre 50 e 80 tipos de bactérias. Tantas bactérias entrando na corrente sanguínea numa mordida são sinônimo de infecção e morte. Mas pesquisas recentes mostram outra possibilidade.


Olhos maiores que a barriga

O dragão de Komodo deixa de lado cerca de 10% de cada animal que caça. Para comparar, um leão não come cerca de 30% da presa [fonte: Smithsonian]. Além das partes de sempre (e outras, como os intestinos) o dragão de Komodo também engole pelos, ossos, chifres e cascos. Como ele não consegue digerir essas coisas, o que acontece depois? Ele vomita de volta, numa maçaroca malcheirosa chamada de bolo gástrico.

Em 2005 cientistas concluíram que os dragões de Komodo (na verdade, todos os monitores, e também os iguanas) secretam veneno, além de ter as bactérias [fonte: New Scientist]. Veneno é uma toxina produzida por glândulas especiais e injetada num animal por uma mordido ou ferroada. Os pesquisadores se dispuseram a procurar veneno nos dragões de Komodo porque achavam que era improvável que uma infecção bacteriana fosse capaz de matar um animal em 1 ou 2 dias apenas. Agora que pelo menos uma pesquisa localizou veneno na saliva do dragão de Komodo, há quem acredite que é o veneno, e não o coquetel de bactérias, que torna o lagarto tão constantemente letal.

Os dragões de Komodo são imunes a seu veneno, o que, como todas as defesas biológicas, tem possíveis aplicações na pesquisa médica. A descoberta do anticorpo do dragão de Komodo que o protege de seu próprio coquetel de bactérias poderia levar ao desenvolvimento de uma nova classe de antibióticos poderosos.

Em 2004 cientistas identificaram o anticorpo das najas que as protege de seu veneno. Eles creem que a compreensão de como os receptores de veneno são bloqueados nesses animais permitirá a criação de tratamentos avançãdos para infarto, AVC e câncer.

Fonte: HSW

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