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Me chamo Rogério Rocha. Sou maranhense da cidade de São Luís, mas na verdade me sinto um cidadão do mundo. Sou pós-graduado em Direito Constitucional (Universidade Anhanguera-Uniderp-LFG), pós-graduado em Ética (IESMA), Graduado em Filosofia e Direito (UFMA), mestrando em Criminologia na Universidade Fernando Pessoa (Porto/Portugal). Atualmente sou Servidor do Poder Judiciário do meu estado. Exerci a advocacia durante 6 anos de minha vida,atuando nas áreas de Direito Civil (Família), Direito do Trabalho e do Consumidor. Fui professor do CEFET- MA (atual IFMA) por 2 anos, período em que lecionei tanto para o ensino médio quanto para os alunos de áreas técnicas as disciplinas de Sociologia, Filosofia e Metodologia do Trabalho Científico. Escrevo poesias desde os 12 anos de idade. Homem livre e de bons costumes, amante da música, da arte, da história e de viagens. Obs.: Postgraduate in Constitutional Law (University Anhanguera-Uniderp-LFG), Postgraduate in Ethics (IESM), graduated in Philosophy and Law (College); Public Server at Judiciary Power, Teacher, Poet.

sábado, 22 de outubro de 2011

USO DA CRASE

A queda da taxa de juros provoca reações. Os banqueiros se opõem à redução porque ganharão um pouco menos. Empresários, produtores e brasileiros em geral aplaudem a iniciativa. Com o crédito mais barato, podem produzir mais e comprar mais.
E daí? O Banco Central acena com a possibilidade de continuar a descida aos pouquinhos. Em etapas. "À prestação", explicou o presidente. Os jornais correram atrás da novidade. Na hora de escrever, pintou a dúvida. 
Com crase ou sem crase? Os repórteres não chegaram a um acordo. Alguns escrevem à prestação. Outros, a prestação. Qual a forma correta?A resposta está  na compreensão do significado do acento grave. Ele indica o casamento de dois aa:

preposição a + artigo a:

Dirigiu-se
à piscina.
O primeiro a é exigido pelo verbo dirigir-se (quem se dirige se dirige a algum lugar). O segundo é o artigo pedido pelo substantivo cidade (a cidade). Pronto: a + a = à.
Na dúvida, basta substituir o substantivo feminino pelo masculino (não precisa ser sinônimo). Se na troca aparecer ao, sinal de crase. Se não, nada feito:

• Foi à cidade. Foi ao clube.
• Refere-se a pessoas estranhas. Refere-se a trabalhos estranhos.
Resposta
Voltemos à dúvida inicial. Baixar os juros a prestação? À prestação?
 Nem sempre o acento resulta de crase (a + a). Às vezes, por questão de clareza, apela-se para a falsa crase. Usa-se à mesmo sem a contração dos dois aa. Vender à vista, por exemplo. Aí, não há crase. Quer ver? Vamos ao masculino: vender a prazo.
Por que o à? Para evitar mal-entendidos. Sem o acento, poder-se-ia entender que se quer vender a vista (o olho). O mesmo ocorre com bater à máquina. Sem a crase, parece que se deu pancada na máquina. Não é bem isso, convenhamos.
Em que casos o duplo sentido ocorre? Geralmente nas locuções que indicam meio ou instrumento: Matou-o à bala. Feriram-se à faca. Está à venda. Escrever à tinta. Enxotar à pedrada. Fechar à chave. Matar o inimigo à fome. Entrar à força.
O acento é obrigatório? Ou só se deve recorrer a ele em caso de ambiguidade? Sem risco de duas interpretações, fica a gosto do freguês. Mas há forte preferência pela falsa crase. Use-a. Você acertará sempre. 

(Fonte: Blog da Dad)

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