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Me chamo Rogério Rocha. Sou maranhense da cidade de São Luís, mas na verdade me sinto um cidadão do mundo. Sou pós-graduado em Direito Constitucional (Universidade Anhanguera-Uniderp-LFG), pós-graduado em Ética (IESMA), Graduado em Filosofia e Direito (UFMA), mestrando em Criminologia na Universidade Fernando Pessoa (Porto/Portugal). Atualmente sou Servidor do Poder Judiciário do meu estado. Exerci a advocacia durante 6 anos de minha vida,atuando nas áreas de Direito Civil (Família), Direito do Trabalho e do Consumidor. Fui professor do CEFET- MA (atual IFMA) por 2 anos, período em que lecionei tanto para o ensino médio quanto para os alunos de áreas técnicas as disciplinas de Sociologia, Filosofia e Metodologia do Trabalho Científico. Escrevo poesias desde os 12 anos de idade. Homem livre e de bons costumes, amante da música, da arte, da história e de viagens. Obs.: Postgraduate in Constitutional Law (University Anhanguera-Uniderp-LFG), Postgraduate in Ethics (IESM), graduated in Philosophy and Law (College); Public Server at Judiciary Power, Teacher, Poet.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Sobre o Cristianismo (por Fustel de Coulanges)




Fustel de Coulanges (18.03.1830 - 12.091889)

"Com o cristianismo, não somente o sentimento religioso foi reavivado como também assumiu uma expressão mais elevada e menos material. Enquanto que outrora se fizera deuses da alma humana ou das grandes forças físicas, começou-se conceber Deus como sendo realmente estranho, por sua essência, à natureza humana por um lado, e ao mundo, por outro. O divino foi decididamente colocado fora e acima da natureza visível. Enquanto que outrora cada homem fazia seu deus, havendo tantos deuses quanto famílias e cidades, Deus apareceu então como um ser único, imenso, universal, sozinho animando os mundos, e devendo sozinho preencher a necessidade de adoração que reside no homem. Se a religião outrora junto aos povos da Grécia e da Itália fora tão-só um conjunto de práticas, uma série de ritos que se repetia sem nisto se perceber qualquer sentido, uma sequência de fórmulas que amiúde não se compreendia mais, porque suas palavras tinham envelhecido, uma tradição que se transmitia de idade em idade, encerrando seu caráter sagrado apenas em sua antiguidade, em lugar disso essa nova religião foi um conjunto de dogmas e um grande objeto proposto à fé. Não foi mais exterior; instalou-se, sobretudo, no pensamento do homem. Não foi mais matéria; tornou-se espírito. O cristianismo mudou a natureza e a forma de adoração: o homem não dava mais a Deus alimento e bebida; a oração não foi mais uma fórmula de encantamento; foi um ato de fé e humilde súplica. A alma esteve numa outra relação com a divindade: o medo dos deuses foi substituído pelo amor de Deus." (A cidade antiga, p.314)
















Considerado o fundador da moderna historiografia de seu país, o francês Fustel de Coulanges publicou A cidade antiga em 1864, com enorme impacto nos meios intelectuais. Várias traduções e reedições depois, o livro foi considerado um clássico e, mesmo muito tempo após a morte do autor, em 1889, permanece, como está escrito no prefácio, uma obra "muito conhecida e famosa, ainda que pouco lida, um elemento do patrimônio literário da França".


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