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Me chamo Rogério Rocha. Sou maranhense da cidade de São Luís, mas na verdade me sinto um cidadão do mundo. Sou pós-graduado em Direito Constitucional (Universidade Anhanguera-Uniderp-LFG), pós-graduado em Ética (IESMA), Graduado em Filosofia e Direito (UFMA), mestrando em Criminologia na Universidade Fernando Pessoa (Porto/Portugal). Atualmente sou Servidor do Poder Judiciário do meu estado. Exerci a advocacia durante 6 anos de minha vida,atuando nas áreas de Direito Civil (Família), Direito do Trabalho e do Consumidor. Fui professor do CEFET- MA (atual IFMA) por 2 anos, período em que lecionei tanto para o ensino médio quanto para os alunos de áreas técnicas as disciplinas de Sociologia, Filosofia e Metodologia do Trabalho Científico. Escrevo poesias desde os 12 anos de idade. Homem livre e de bons costumes, amante da música, da arte, da história e de viagens. Obs.: Postgraduate in Constitutional Law (University Anhanguera-Uniderp-LFG), Postgraduate in Ethics (IESM), graduated in Philosophy and Law (College); Public Server at Judiciary Power, Teacher, Poet.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Brasil vence Argentina na Copa América de Basquetebol

Por Rodrigo AlvesDireto de Mar del Plata, Argentina
O passo mais importante ainda está por vir, mas o deste Sete de Setembro é daqueles que deixam marcas. Diante de um ginásio abarrotado de torcedores fanáticos e barulhentos em Mar del Plata, o Brasil resolveu se fazer de surdo por duas horas. Encarou os campeões olímpicos da Argentina de igual para igual, deu um show no quintal do vizinho e arrancou uma vitória heroica por 73 a 71. Se ainda não vale a vaga olímpica ou sequer garante um cruzamento mais tranquilo na semifinal da Copa América, significa a quebra de um tabu de 16 anos sem vencer os vizinhos em torneios de primeiro nível. Londres ainda está apenas no horizonte. Mas o recado está dado.
A última vitória em campeonatos importantes tinha sido em 1995, no Pré-Olímpico de Neuquén, ainda com a geração de Oscar Schmidt. Agora, mais uma vez dentro da Argentina – e sob o comando de um argentino –, um triunfo para festejar e calibrar o otimismo no caminho para os Jogos de 2012.

- Pela seleção, foi o melhor jogo da minha carreira. Mas o importante foi a vitória. A gente fez um bom trabalho. O Scola é um jogador consagrado, mas eu estava tranquilo. No vestiário, foi uma reação normal, me deram os parabéns, mas foi mais pela vitória mesmo. Tentei fazer o que o treinador pediu, e a gente conseguiu vencer – afirmou Rafael.
No meio de tantos jogadores experientes, o grande nome do Brasil foi Rafael Hettsheimeir, que anotou 19 pontos e anulou o argentino Luis Scola em momentos importantes da partida – incluindo um toco espetacular que mandou o campeão olímpico ao chão. Apesar da marcação forte do brasileiro, Scola ainda conseguiu ser o cestinha do jogo, com 24.
O Brasil volta à quadra nesta quinta-feira, às 20h30m, contra Porto Rico, e aí sim estará em jogo a posição do país na semifinal de sábado. Os argentinos pegam a República Dominicana às 18h, com as duas equipes também classificadas para as semis. Os dois finalistas garantem vaga nas Olimpíadas de Londres-2012.
Antes do jogo desta quarta, especulava-se que, com a vaga na semi já assegurada, a Argentina poderia poupar alguns titulares. Julio Lamas surpreendeu e mandou à quadra sua tropa de elite. Com um segundo de ação, deve ter se arrependido: no tapinha inicial, Andres Nocioni caiu de mau jeito, sofreu uma torção leve no tornozelo direito e teve de deixar a quadra carregado. Por alguns instantes, silêncio absoluto no ginásio, quebrado pouco depois, quando Scola abriu o placar com um arremesso de meia distância – desses que ele treina à exaustão duas horas antes de cada partida.

Mas foi só o primeiro chute que caiu. Marcado por Splitter, o ala-pivô passou a errar a mão, e o Brasil aproveitou para passar à frente. Com os dois lados abusando da tensão, o placar ficou congelado em 14 a 11 por alguns minutos, até Delfino cortar a diferença para um ponto. Saíram Ginóbili e Marquinhos, entraram Jasen e Marcelinho, e o nível melhorou. A quatro segundos do fim, Huertas definiu o período inicial: Brasil 19 a 17.
basquete scola giovannoni brasil x argentina (Foto: AP)Luis Scola marcou 24 pontos, mas depois foi
eliminado da partida (Foto: AP)
No segundo quarto, com Manu de volta e Alex no banco, coube a Benite marcar o craque do San Antonio Spurs. Fez duas faltas rápidas e voltou para o banco. Lá estava Alex de novo no cangote de Ginóbili, e nem com os campeões olímpicos em quadra o time argentino conseguia se impor.

A três minutos do intervalo, Rafael Hettsheimeir conseguiu um daqueles lances para guardar na memória: um toco espetacular em Scola, que foi ao chão na linha de fundo. Na sequência, contudo, o brasileiro deu dois pontos de graça ao rival quando tentou “limpar o aro” no rebote de um lance livre. Ali a Argentina finalmente virou o placar. Abriu três com uma cesta de Jasen, um dos carrascos de exatamente um ano atrás, no Mundial da Turquia. E a torcida explodiu como ainda não tinha feito no Ilhas Malvinas.

O silêncio voltou por um instante quando Splitter deu um passe genial de costas para encontrar Marquinhos embaixo da cesta. Foi o que manteve o Brasil na cola ao fim do segundo quarto. No intervalo, os donos da casa lideravam por 28 a 27, com 11 pontos de Scola, sete de Delfino e seis de Manu. Huertas e Giovannoni lideravam a equipe de Magnano, com sete cada.

O Brasil voltou muito bem para o terceiro quarto, com Hettsheimeir embolsando Scola e os arremessos de média distância caindo. Resultado: dez pontos de vantagem na primeira metade do período. Quando faltavam 4m50s, Scola acertou da cabeça do garrafão, para logo depois Prigioni converter de três e por fogo na reação. Em poucos instantes, o placar já estava equilibrado, e as arquibancadas, em êxtase. No momento mais difícil até então, coube ao Brasil manter a cabeça no lugar. E assim foi até o fim do quarto, com Marquinhos mandando um tiro de longe no último segundo para abrir 53 a 47.

No último período, drama absoluto. A Argentina perseguia o Brasil ferozmente no placar, mas a equipe de Magnano se segurou como pôde. A torcida gritava, pressionava, xingava os juízes, mas não adiantou. Com uma bola de três de Giovannoni no último minuto, pintou o conforto necessário para tomar o último fôlego. Os campeões olímpicos deram o último suspiro, mas não houve tempo para reação. Fim de papo em Mar del Plata, tabu quebrado e recado dado.
basquete Rafael Hettsheimer brasil pré-olímpico argentina (Foto: Agência EFE)Hettsheimeir segura Ginóbili e a Argentina. Ele foi o destaque do Brasil (Foto: Agência EFE)

Fonte: Sportv

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